Nextel: principal acionista no fim da linha?

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A NII Holdings, controladora da Nextel Brasil, voltou a apresentar prejuízos no segundo trimestre de 2014 e assumiu que pode vir a pedir recuperação judicial o que provocou uma queda abrupta nas ações da companhia. O CEO da NII Holdings, Steve Shindler admitiu em comunicado: “com nossa posição líquida atual e as demandas de caixa

A NII Holdings, controladora da Nextel Brasil, voltou a apresentar prejuízos no segundo trimestre de 2014 e assumiu que pode vir a pedir recuperação judicial o que provocou uma queda abrupta nas ações da companhia.

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O CEO da NII Holdings, Steve Shindler admitiu em comunicado: “com nossa posição líquida atual e as demandas de caixa em nossos negócios, essas iniciativas operacionais não vão ser suficientes para permitir à companhia continuar a operar a menos que consigamos reestruturar nossas obrigações de débito, encontrar uma solução estratégica ou alguma combinação dessas duas abordagens”.

O prejuízo líquido da NII cresceu 57,24% neste segundo trimestre em relação ao ano passado o que já leva a um aumento 65,5% considerando a totalidade do primeiro semestre do ano. Fazendo a mesma comparação para as receitas temos uma diminuição de 23,09% relativa ao trimestre e 25,15% correspondente ao semestre. Também a Nextel Brasil acompanha estes números, perdendo 23,28% no trimestre, em receita com serviços o que totaliza uma descida de 27,31% no acumulado do semestre.

Para o futuro, e ainda revendo o comunicado da empresa, poderá vir a existir uma restruturação embora seja assumido que “atualmente, não entramos em nenhum acordo relacionado a transações estratégicas em potencial ou qualquer reestruturação em potencial de nossas obrigações. Em todo o caso, tal procedimento poderia ser iniciado em um futuro muito próximo”.

A solução pode passar pela venda dos principais ativos da empresa que são precisamente as operações no Brasil e no México, representando 87% das receitas operacionais do grupo (a Nextel Brasil é mesmo a maior operação da NII), situação não descartada pela NII que admite “opções estratégicas para esses mercados como parcerias, acordos de serviços e vendas de ativos”.

Para já, a empresa não tem outra solução imediata que não a continuação dos cortes e redução de custos, incluindo no número de funcionários.


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