Oi busca respostas da PT e avança com auditoria

NegóciosOperadorasRedes

A Oi anunciou em Portugal que pretende realizar “uma auditoria contabilística e jurídica para rever todos os factos que envolvem a aplicação financeira realizada na Rioforte”. Trata-se da reação da tele brasileira à espera de mais de um mês por esclarecimentos da PT. Otávio Azevedo e Fernando Portella, os dois representantes da Oi no conselho

A Oi anunciou em Portugal que pretende realizar “uma auditoria contabilística e jurídica para rever todos os factos que envolvem a aplicação financeira realizada na Rioforte”. Trata-se da reação da tele brasileira à espera de mais de um mês por esclarecimentos da PT.

mll pt 4 200710

Otávio Azevedo e Fernando Portella, os dois representantes da Oi no conselho de administração da Portugal Telecom que saíram após a polêmica situação com a Rioforte, alegando que não tinham sido informados da mesma, assinaram uma nota que foi publicada num dos principais jornais de Portugal, o Expresso. Na nota, eles informam que vão procurar “aprofundar e melhor compreender, dentre outras coisas, operações das empresas com suas partes relacionadas”.

A auditoria da Oi vai se juntar ao inquérito interno da PT e ainda a duas auditorias externas já em curso, por parte da PricewaterhouseCoopers e da CMVM. A operadora brasileira quer saber quem tem responsabilidades na compra de dívida à Rioforte.

Henrique Granadeiro, o atual presidente executivo (que sairá em Setembro) parece ser o principal alvo das críticas da Oi. Primeiro pelo fato de não ter respondido ao pedido de explicações enviado do Brasil no início de Julho. Depois porque a nota fala de um “conflito de informações” nos comunicados da Portugal Telecom SGPS de 30 junho e de 7 de agosto.

A diferença encontrada está relacionada à uma afirmação de Granadeiro em agosto, quando, ao anunciar sua saída, afirmou que “nem o conselho de administração nem a comissão executiva da PT aprovaram ou discutiram” a compra de dívida ao GES mas já antes, o comunicado de junho informava o mercado dessa compra e vinha assinado conjuntamente por Henrique Granadeiro e Luís Pacheco de Melo, o diretor financeiro da PT.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor