Pesquisadores batem recorde de transferência de dados

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Um grupo de pesquisa da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU), que foi o primeiro a quebrar a barreira de um terabit em 2009, conseguiu transferir 43 terabits por segundo através de uma única fibra óptica com apenas um transmissor laser. 43Tbps é equivalente a uma taxa de transferência de cerca de 5,4 terabytes por segundo

Um grupo de pesquisa da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU), que foi o primeiro a quebrar a barreira de um terabit em 2009, conseguiu transferir 43 terabits por segundo através de uma única fibra óptica com apenas um transmissor laser. 43Tbps é equivalente a uma taxa de transferência de cerca de 5,4 terabytes por segundo – ou 5.375 gigabytes.

fibra avançada

A velocidade é tão alta que, caso fosse usada uma nova rede de fibra óptica da DTU, a transferência de todo o conteúdo de um disco rígido de 1 TB levaria uma fração de segundo.

O recorde anterior através de uma única fibra óptica – 26 terabits por segundo, definida pelo Karlsruhe Institute of Technology em 2011 – havia permanecido intacto até então. A DTU quebrou os recordes mundiais de fibra única em 2009 e 2011, quando foi destronado.

O experimento da DTU é importante pois aplica as condições de uso reais das fibras ópticas. Com apenas um emissor e uma fibra, os pesquisadores replicaram a atual infraestrutura utilizada. Em ensaios de laboratório, muitas vezes são usados múltiplos emissores e fibras, de aplicação irreal em condições reais.

No teste da DTU, foi utilizada um fibra óptica multi-core com sete núcleos, produzido pela gigante das telecomunicações japonesa NTT, que conseguiu alcançar um preço competitivo em sua fabricação. Fibras de múltiplos núcleos são muito mais complexas de se produzir, com custos proibitivos para grandes implementações. No caso da NTT, essa barreira parece ter sido superada.

Hoje, as redes comerciais baseadas em fibras e emissores laser únicos alcança “apenas” 100 Gbps. Outros padrões estão em normatização, mas passam longe dos 43 Tbps do DTU.


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