Luta pela GVT continua

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Na passada quinta-feira, a empresa de telecomunicações TIM informava, em comunicado, que a sua controladora Telecom Italia estava avaliando a “oportunidade” de integração da TIM com a operadora brasileira de banda larga GVT, da francesa Vivendi. “A Telecom Italia confirma que está em curso o aprofundamento acerca da oportunidade de apresentar à Vivendi oferta de

Na passada quinta-feira, a empresa de telecomunicações TIM informava, em comunicado, que a sua controladora Telecom Italia estava avaliando a “oportunidade” de integração da TIM com a operadora brasileira de banda larga GVT, da francesa Vivendi.

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“A Telecom Italia confirma que está em curso o aprofundamento acerca da oportunidade de apresentar à Vivendi oferta de combinação industrial que incluiria a integração das atividades brasileiras dos dois grupos”, dizia a TIM em comunicado, completando que nenhuma oferta foi finalizada ainda.

Obviamente que todas as decisões estariam ainda sujeitas à aprovação dos órgãos societários da Telecom Itália e da TIM, que até àquela altura ainda não tinham sido convocados.

Entretanto, a agência Reuters noticiava que no dia anterior a este comunicado o presidente-executivo da Telecom Italia, Marco Patuano, se tinha encontrado com o presidente do Conselho de Administração da Vivendi, Vincent Ballore, para discutir precisamente esta oferta.

Basicamente, a Telecom Italia propõe realizar uma fusão entre a TIM e a GVT e em troca a Vivendi teria uma participação no grupo italiano.

Mas, segundo uma fonte citada pela mesma agência, a Telecom Italia, que pretende evitar que a Vivendi aceite uma oferta de compra da GVT feita pela rival e acionista Telefónica, poderá submeter sua proposta à Vivendi até o fim do mês.

A Telefónica também é a principal acionista da Telecom Italia, e competidora no mercado de celulares brasileiro com a Vivo. A espanhola fez no início de agosto uma oferta de 20,1, bilhões de reais, cerca de 6,7 bilhões de euros, para a compra da GVT, envolvendo dinheiro e troca de ações.

Nessa quinta-feira, o dia em que o comunicado foi lançado, as ações da TIM exibiam uma queda de 0,8 por cento, enquanto o Ibovespa tinha valorização de 0,12 por cento.

Mas a história não fica por aqui já que ontem o grupo espanhol Telefónica ofereceu à francesa Vivendi um acordo de compartilhamento de conteúdo televisivo para tornar sua oferta pela brasileira GVT mais atraente. Diz a imprensa internacional que com esta “jogada” a proposta seria elevada para os cerca de 7 bilhões de euros.

Aliás, no domingo, a Bloomberg reportava que a Telecom Italia está se preparando para oferecer até 7 bilhões de euros para superar a Telefónica.

Atualmente, a GVT tem 12,4% do mercado brasileiro de banda larga, 9,4% dos telefones fixos e 4,2% da TV paga. Em 2012, a Vivendi já tinha tentado vender a operadora brasileira – entre os interessados, estavam a DirecTV, dona da Sky, e fundos de investimento – mas não conseguiu uma oferta que considerasse satisfatória.

Defendem alguns especialistas que do ponto de vista da concorrência, seria mais simples a união entre TIM e GVT, uma operadora móvel e outra fixa. Com a Vivo, existe o problema de a GVT já atuar em vários dos principais mercados de São Paulo.

Resta esperar pelas cenas dos próximos capítulos.


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