Telecom Italia entre a espada e a parede com negócio da GVT

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A operadora brasileira GVT parece ser a mais desejada no mercado de telecom. A Telecom Italia deverá, durante a próxima semana, apresentar uma proposta de aquisição da GVT, controlada pela Vivendi, maior que a oferecida pela Telefônica, que tem também seus olhos cravados na subsidiária. Segundo consta, a Telecom Italia está disposta a desembolsar 20,5

A operadora brasileira GVT parece ser a mais desejada no mercado de telecom. A Telecom Italia deverá, durante a próxima semana, apresentar uma proposta de aquisição da GVT, controlada pela Vivendi, maior que a oferecida pela Telefônica, que tem também seus olhos cravados na subsidiária.

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Segundo consta, a Telecom Italia está disposta a desembolsar 20,5 bilhões de reais para adquirir a GVT e, contrariamente à sua rival Telefônica, o pagamento seria feito exclusivamente através de ações.

Deste modo, a Vivendi se tornaria a maior stakeholder da Telecom Italia, cuja subsidiária TIM se fundirá com a GVT.

Há já aproximadamente dois meses que a empresa italiana estava envolvida em negociações com a administração da Vivendi, tentando desenhar uma parceria. Contudo, essas conversas foram interrompidas pela inesperada oferta de cerca de 20 bilhões de reais que a Telefônica colocou esta terça-feira sobre a mesa, mostrando estar seriamente interessada na GVT.

Marco Patuano, diretor executivo da Telecom Italia rema contra a maré, pois se quiser ferrar o dente na GVT tem de se apressar a apresentar a sua proposta, e convém que faça sombra à da concorrente espanhola.

A Telefônica, caso a Vivendi aceite a sua proposta, planeja fundir a Vivo, a sua subsidiária de telecom no Brasil, com a GVT, um passo que terá de ser sancionado pela autoridade reguladora CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).


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