Telefónica sobe a parada pela compra da GVT

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A Vivendi, grupo francês proprietário da GVT, confirmou hoje que são duas as propostas que vai analisar para a venda da sua filial brasileira. A espanhola Telefónica subiu a parada e fez uma oferta de 7,45 bilhões de euros que suplantam os 7 bilhões já oferecidos pela Telecom Italia.   A Telefonica pode ter dado um

A Vivendi, grupo francês proprietário da GVT, confirmou hoje que são duas as propostas que vai analisar para a venda da sua filial brasileira. A espanhola Telefónica subiu a parada e fez uma oferta de 7,45 bilhões de euros que suplantam os 7 bilhões já oferecidos pela Telecom Italia.

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A Telefonica pode ter dado um passo decisivo rumo à compra da GVT ao aumentar a oferta que havia feito anteriormente, suplantando o valor total da proposta da Telecom Italia e distanciando ainda mais a parte que será paga em dinheiro.

Recorde-se que os italianos colocaram em cima da mesa uma proposta de sete bilhões mas que previa apenas 1,7 bilhões de euros em dinheiro sendo o restante valor coberto por ações da Telecom Italia e da TIM Brasil. Este fato pode dever-se ao alto nível de endividamento que a companhia italiana já atingiu e que não lhes permitirá apresentar uma outra proporção.

Já a Telefónica, que se encontra numa situação mais confortável, parece estar a apostar nesse pormenor e assim manteve a proposta de entregar à Vivendi 12% das ações da futura empresa a criar, por via da fusão entre GVT e Vivo (a filial brasileira da Telefónica), aumentando de 3,9 para 4,663 bilhões de euros a oferta em dinheiro.

Lembre-se ainda que os espanhóis são os principais acionistas da Telecom Italia e jogam também essa carta, oferecendo à Vivendi a possibilidade de trocar a participação na futura empresa brasileira por títulos da própria Telecom Italia.

Coloca-se assim perante o conselho da empresa francesa a necessidade de estudar ambas as ofertas e decidir qual a melhor. Ou até mesmo não escolher nenhuma pois já foi dito pela Vivendi que, apesar de ter alienado vários dos seus negócios de telecom, não está precisando de dinheiro e poderá manter a GVT. Segundo um comunicado, a decisão será tomada pensando “nos acionistas da Vivendi e nos Trabalhadores da GVT”.


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