Uber abre escritório em São Paulo

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Depois do Rio, a startup norte-americana se estabeleceu em São Paulo. Indiferente a toda a polêmica que a tem rodeado com protestos de taxistas em todo o Mundo, a empresa nega que esteja a concorrer com o serviço tradicional de táxi, preferindo afirmar-se como um complemento. A Uber foi fundada em 2009 com o objetivo

Depois do Rio, a startup norte-americana se estabeleceu em São Paulo. Indiferente a toda a polêmica que a tem rodeado com protestos de taxistas em todo o Mundo, a empresa nega que esteja a concorrer com o serviço tradicional de táxi, preferindo afirmar-se como um complemento.

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A Uber foi fundada em 2009 com o objetivo de oferecer serviços de táxi de luxo. Cinco anos depois a empresa foi avaliada em 18,2 mil milhões de dólares e está presente em 42 países de todo o Mundo, incluindo o Brasil. O seu serviço consiste numa app que conecta passageiros e taxistas, permitindo que o usuário chame, através do seu smartphone, o veículo mais próximo de si se entre aqueles que estiverem registados na plataforma. O pagamento é depois feito diretamente pelo cliente à Uber que entrega uma parte do valor ao motorista.

Essa forma de atuar tem motivado protestos um pouco por todo o Mundo e o Brasil não é exceção. A indústria dos transportes se sente ultrapassada pois a Uber não está licenciada como empresa de transportes – normalmente obrigadas a normas rígidas e licenças dispendiosas – mas atua como tal. A Uber se defende, e se coloca como uma empresa de tecnologia, um “complemento” ao serviço de táxi “que oferece uma experiência boa e diferente, tanto para o passageiro como para o motorista”, como afirma Lane Kasselman, diretor de comunicação da empresa.

Também os profissionais têm protagonizado protestos e manifestações. Ainda há pouco mais de um mês, no Rio, 50 taxistas se manifestaram contra a Uber, repetindo o que tem acontecido em várias cidades europeias. O fato de qualquer pessoa poder cadastrar-se como motorista do Uber gera preocupação e levou já a multas em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália.

Kasselman está confiante de que no Brasil não haverá problemas pois considera que o país “é progressista quando o assunto são novas tecnologias”. A empresa espera que o crescimento na utilização do aplicativo venha a provocar a aprovação de legislação e normas que enquadrem este tipo de negócio na regulamentação da atividade transportadora.


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