ABES lança guia de gestão de ativos de software

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A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), entidade que representa mais de 1.500 empresas de tecnologia no Brasil, disponibilizou gratuitamente em seu site um manual digital que mostra como uma empresa pode manter a conformidade de políticas de licenciamento, legislação em vigor e também os erros mais comuns cometidos por empresas. Segundo a entidade,

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), entidade que representa mais de 1.500 empresas de tecnologia no Brasil, disponibilizou gratuitamente em seu site um manual digital que mostra como uma empresa pode manter a conformidade de políticas de licenciamento, legislação em vigor e também os erros mais comuns cometidos por empresas.

anti pirataria

Segundo a entidade, o software é um ativo que necessita de uma gestão efetiva para evitar desperdícios de investimentos ou até mesmo despesas futuras. Por isso é importante reduzir riscos de não-conformidade.

“O nosso objetivo é alertar e ajudar as companhias a implementar uma metodologia processual que segue as melhores práticas do mercado, ajudando as empresas a aprimorar processos e realizar investimentos conscientes”, comentou em comunicado Jorge Sukarie, presidente da ABES.

“O processo de gestão de ativos de software é uma forma de atenuar os riscos financeiros, regulatórios, de imagem, evitando despesas futuras e maximizando o retorno sobre esses ativos”, ressalta.

O manual destaca a importância de designar de 3% a 5% do orçamento de software em um programa de gerenciamento de ativos de software.

O documento lista quatro passos para iniciar um processo de gestão de ativos de software, divididos em: Inventário; Comprovação de propriedade da licença; Verificação contínua da conformidade; Gestão de inventário de ativos de software. O primeiro passo permite identificar as instalações de software não autorizadas e, quais licenças não foram utilizadas. A segunda etapa consiste em comprovar a titularidade das licenças adquiridas. Já o terceiro passo, tem o objetivo de assegurar a utilização dos ativos dentro da empresa. A quarta e última etapa busca gerir, por meio dos dados levantados, a quantidade de software ativo.

Usar uma cópia falsificada de um programa de computador ou utilizar de forma inadequada uma licença não autorizada são algumas das práticas que configuram a pirataria de software. Caso um funcionário faça uso de um software não licenciado, organização estará exposta à indenização, que pode chegar até três mil vezes o valor do programa de software falsificado, e às penas de prisões, que chegam a quatro anos.

“É comum nas empresas, os empregados instalarem software sem o correto licenciamento. Entretanto, o que poucos sabem é que o responsável por manter o parque tecnológico legalizado é o proprietário da empresa. A lei brasileira determina que cabe ao empresário responder qualquer irregularidade dentro da companha, inclusive as praticadas por funcionários. Por tanto, a melhor forma de evitar prejuízos é investir numa auditoria interna e fazer programas de conscientização sobre os riscos da pirataria”, declara Sukarie.

Além do prejuízo financeiro e a exposição negativa da marca, a pirataria expõe a empresa a crimes cibernéticos, provocados pela infecção de malwares, vírus e roubo de dados. Outro fator importante está relacionado ao impacto financeiro. Além de praticar a concorrência desleal para obter uma falsa vantagem competitiva, o prejuízo da pirataria em número de contratações atinge no Brasil 20 mil posições anualmente, e financeiro de US$ 2,848 bilhões.

“O índice de pirataria no Brasil é de 50%, de acordo com o Estudo da BSA The Software Alliance. Se houvesse uma redução de 10% nesse percentual, mais de 13 mil novos empregos seriam gerados e mais de R$ 5 bilhões seriam acrescentados na economia brasileira”, finaliza Jorge Sukarie.


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