Apple segue concorrentes com novos iPhones

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Mesmo os mais ardorosos fãs dos produtos de Cupertino não podem negar: a Apple é especialista é pegar um produto e transformá-lo em ícone. Foi assim com os computadores, com o iPod (que elevou o MP3 player), com o iPad (que não foi o primeiro tablet, mas o primeiro que fez o serviço direito) e

Mesmo os mais ardorosos fãs dos produtos de Cupertino não podem negar: a Apple é especialista é pegar um produto e transformá-lo em ícone. Foi assim com os computadores, com o iPod (que elevou o MP3 player), com o iPad (que não foi o primeiro tablet, mas o primeiro que fez o serviço direito) e com o iPhone.

iphone6

Quando surgiu, o iPhone foi uma verdadeira revolução. O conceito de smartphone, que a Microsoft e a Nokia martelavam por muito tempo com o Windows Mobile e o Symbian, foi cristalizado de uma forma elegante e acessível para os mortais, não versados em tecnologia. O ecossistema de aplicativos definiu o cenário para todos os sistemas operacionais e é referência até hoje.

Mesmo sem inventar nenhum produto, Steve Jobs sabia capturar a atenção do consumidor e oferecer algo a mais, dando a seus produtos uma aura de desejo e alguma característica única e inovadora.

Mas algo se perdeu pelo caminho. O iPhone acabou perdendo o bonde da evolução em suas últimas encarnações. A tela minúscula não via um aprimoramento real desde a resolução denominada “retina”, que hoje pode ser encontrada igual ou superior na maioria dos modelos médios de aparelhos Android. O formato widescreen (com as telas na proporção 16×9, como nas TVs) só veio há pouco tempo.

A Apple, que ditou os parâmetros da indústria, acabou se rendendo aos concorrentes com os novos iPhones. O iPhone 6 tem 4,7 polegadas. O iPhone 6 Plus, com tela de 5,5 polegadas, é competidor direto dos enormes phablets da Samsung.O iPhone 5s? Meras 4 polegadas, a menor tela dos modelos de sua categoria.

A compatibilidade com pagamentos por NFC, um dos maiores destaques do aparelho, é derivativa dos concorrentes. Mas essa pode ser a maior força do iPhone 6: estabelecer finalmente um parâmetro para pagamentos eletrônicos com uma carteira digital integrada ao smartphone.

A Apple vai vender muitos aparelhos, até porque o pão com manteiga da empresa é o segmento de smartphones, que gera a maior parte de sua receita. A aura de desejo está lá, oculto à marca também. Mas é de se pensar a influência que os coreanos da Samsung tiveram nesse lançamento.

O certo é que a ascensão da Samsung incomodou Cupertino. E a resposta veio na mesma moeda enorme.

Aí é que a fidelidade do consumidor será testada. Muitos donos de iPhone riam dos smartphones gigantes colados nas orelhas dos que escolheram Android. Inclusive a própria Apple fez isso na campanha do iPhone 5S, dizendo orgulhosamente que a tela do aparelho era totalmente acessível apenas com uma mão, usando o polegar.

Pelo menos o consumidor que gastar R$ 2.500 (o preço de lançamento do iPhone 5s no Brasil e provável preço do 6) vai ter uma percepção de valor melhor, por causa da tela.

Mas precisamos também levar em conta o aspecto prático do tamanho da tela e o potencial do novo iPhone nos ambientes BYOD. Com a tela maior, fica muito mais fácil utilizar um ERP ou outra aplicação profissional. Resta saber se os gestores de TI vão apostar em uma plataforma fechada.


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