Huawei descobre corrupção após investigação interna

InovaçãoInvestigaçãoNegóciosOperadorasProjetosRedesSetor Público

Depois do CEO, Ken Hu, admitir a realização de uma investigação interna, soube-se que mais de uma centena de funcionários da Huawei foram implicados em um relatório, por envolvimento em esquemas de subornos. O líder da Huawei Technologies admitiu que alguns de seus funcionários estão sendo investigados por alegadamente terem solicitado e aceitado subornos.  A investigação interna realizada na

Depois do CEO, Ken Hu, admitir a realização de uma investigação interna, soube-se que mais de uma centena de funcionários da Huawei foram implicados em um relatório, por envolvimento em esquemas de subornos.

China US Tech Tensions

O líder da Huawei Technologies admitiu que alguns de seus funcionários estão sendo investigados por alegadamente terem solicitado e aceitado subornos.  A investigação interna realizada na empresa de equipamentos chinesa reportou quatro de seus funcionários como culpados de violar as políticas internas de corrupção, de acordo com a Reuters, que cita fonte próxima ao assunto.

Corrupção e suborno

A Huawei está baseada em Shenzhen, China, e é um dos maiores fornecedores mundiais de equipamento de telecomunicações. Tem também aspirações a ser um dos líderes da indústria de smartphones, e cerca de 150,000 funcionários a nível global.

A notícia de que vários empregados estariam sendo investigados por corrupção foi revelada pelo CEO Ken Hu, em conversa com o Financial Times. Afirmou, no entanto, que era uma “investigação de rotina” feita anualmente, que não seria “nada de novo” e que apenas atraiu a atenção da mídia esse ano.

A origem exata das acusações de corrupção não foi revelada, mas um site noticioso chinês (Caixin) afirmou, na semana passada, que um total de 116 funcionários teriam sido implicados na solicitação e aceitação de subornos da parte de agentes de venda externos em troca de descontos.

“A Huawei tem uma política muito clara acerca do que constitui uma prática aceitável de negócio, e esperamos que todos os nossos funcionários se adeqúem inteiramente a esses padrões”, relatou um porta-voz da Huawei ao Wall Street Journal, afirmando ainda que “na existência de provas de que algum dos nossos funcionários falhou no cumprimento desses padrões, tomaremos medidas apropriadas”.

A empresa chinesa é também conhecida por ter enfrentado investigações oficiais de suborno em alguns países.

Preocupações com a Segurança

A admissão de corrupção aparece numa altura sensível para a empresa. Durante anos enfrentou suspeitas e investigações da parte de governos ocidentais acerca de assuntos de segurança nacional. A Huawei e seu conterrâneo chinês ZTE foram alvo de um relatório do Intelligence Commitee da Câmara dos Representantes norte-americana em 2012.

O Comité disse que ambas as companhias não deveriam ser autorizadas a vender seus produtos nos Estados Unidos, por serem uma ameaça genuína de segurança. A Huawei acabou por retirar-se do mercado de telecomunicações norte-americano.

Mas a empresa fez um esforço para ultrapassar os receios ocidentais acerca de seus laços com o Exército de Libertação chinês (PLA – People’s Liberation Army) e o governo chinês. O anterior CEO da empresa Ren Zhengfei, por exemplo, trabalhou como engenheiro no PLA mas não desempenhou nenhum cargo militar.

O Canadá recusou-se a aceitar o envolvimento da Huawei na construção da rede de comunicações governamental, e a Austrália também baniu o uso do equipamento da companhia na sua infraestrutura de comunicação. Isto aconteceu mesmo depois da Huawei se ter oferecido para permitir que oficiais australianos e britânicos examinassem os seus códigos fonte.

Apesar disso, encontrou uma melhor receção no Reino Unido, onde no final de 2010 estabeleceu um Centro de Avaliação de Segurança Cibernética e criou um quartel general em Reading como parte de um programa de investigação inglês no valor de 1,3 milhões de libras. Recentemente abriu ainda um centro de Pesquisa & Desenvolvimento em Bristol.

Mesmo assim, as preocupações com Segurança persistiram, com o Comité de Segurança questionando, no ano passado, o modo como as autoridades britânicas verificavam o equipamento da Huawei o que levou a que Kim Darrow, conselheiro de segurança nacional do primeiro-ministro, revelasse que o Gabinete do chefe de governo iria fazer uma revisão ao Centro de Segurança operacionalizado pela Huawei.

 


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor