Práticas tradicionais de desenvolvimento irão falhar para aplicativos móveis

EmpresasMobilidadeNegóciosSoftware

De acordo com a Gartner, os métodos tradicionais usados para desenvolver aplicações para desktops não vão funcionar no desenvolvimento de aplicações móveis. À medida que a demanda das áreas de negócios pressiona as organizações de TI para entregar diversas aplicações móveis, as equipes de desenvolvimento terão que utilizar práticas diferentes das tradicionais. “As equipes de

De acordo com a Gartner, os métodos tradicionais usados para desenvolver aplicações para desktops não vão funcionar no desenvolvimento de aplicações móveis. À medida que a demanda das áreas de negócios pressiona as organizações de TI para entregar diversas aplicações móveis, as equipes de desenvolvimento terão que utilizar práticas diferentes das tradicionais.

“As equipes de desenvolvimento de aplicações empresariais usam modelos tradicionais para definir e aperfeiçoar aplicações para desktops. Porém, a maioria não trabalha com o desenvolvimento de Apps Móveis em virtude da diversidade de dispositivos, conectividade de rede e outras considerações específicas para equipamentos móveis”, diz Van Baker, Vice-Presidente de pesquisas do Gartner. “Para Apps Móveis, os gerentes de desenvolvimento deveriam usar testes de experiência dos usuários, funcionalidade e performance, assim como práticas de desenvolvimento mais ágeis”, disse.

Van Baker afirmou ainda que os usuários acham desafiador descrever o que um App Móvel precisa fazer. Como resultado, as práticas tradicionais de ter um analista de negócios ao lado dos usuários finais de Apps Móveis – funcionários para Apps business-to-employee (B2E) e grupos de foco nos consumidores para Apps business-to-consumer (B2C) – para definir as exigências das novas aplicações móveis, normalmente falham.

“Há inúmeros motivos para que esses esforços não sejam bem sucedidos em aplicações móveis, mesmo que já tenham funcionado historicamente. Primeiro, as aplicações móveis representam uma nova categoria para a maioria dos usuários e, segundo, são limitadas pela natureza da plataforma e pelo tamanho das telas. Portanto, ter o mesmo fluxo de trabalho de uma app para desktops não é viável”, disse Baker

A maioria das limitações das Apps Móveis tem relação com uma má experiência do usuário. Isso pode ser consequência da má concepção da interface de usuário, má aplicação no fluxo de trabalho ou na resposta. As equipes de desenvolvimento precisam se concentrar no projeto de interface do usuário como ponto de partida, e os desenvolvedores precisam combinar isso com um fluxo de trabalho que representa a forma com que os usuários realmente executam essas apps.

“Deixar que os usuários experimentem a aparência que a aplicação deve ter e criar telas de forma dinâmica com ferramentas adequadas irá garantir que a forma inicial da app pareça familiar e esteja de acordo com o que eles precisarão ao navegar pela aplicação”, afirmou ainda Baker.

Testar aplicações móveis também é muito diferente dos testes para aplicações tradicionais. Para uma aplicação móvel, cada sistema operacional (SO) pode se comportar de forma diferente, dependendo do equipamento no qual é usado e da rede sem fio na qual o dispositivo se conecta. Portanto, o teste de aplicações móveis deve ser feito com uma combinação de vários tipos de dispositivos e sistemas operacionais.

Uma vez que a aplicação é implantada, é importante entender como será usada, porque os comportamentos podem mudar. As analíticas internas da app, oferecidas por fornecedores especializados (como Flurry), ou disponíveis via soluções MADP, como Appcelerator, Kony, IBM e Pega Software, podem mostrar aos desenvolvedores e aos patrocinadores de apps o que os usuários estão fazendo dentro das aplicações que utilizadas.

O ritmo intenso do mercado de dispositivos móveis está pressionando as equipes a adotarem práticas de desenvolvimento e implementação acelerados, com atualização constante de suas aplicações móveis, conforme as expectativas. Mesmo quando o desenvolvimento de Apps Móveis estiver maduro, a necessidade de analíticas constantes para monitorar como elas são usadas e a confirmação das hipóteses deve estar presente. Isso é reflexo, em parte, do lançamento frequente de novas versões dos SOs e dispositivos. Além de sua imaturidade, normalmente, as aplicações móveis são mais focadas nas funcionalidades do app.

De acordo com o Gartner, o desenvolvimento de aplicações de desktops típicas, feitas internamente, levam aproximadamente 18 meses e, quando implementadas, podem ser mantidas por até cinco anos antes de serem retiradas. Além disso, as aplicações típicas de desktops raramente são revisadas mais de uma vez depois da implementação e são relativamente estáveis. Desta forma, não apresentam muitos desafios para que as equipes de operações as gerenciem durante seus ciclos de vida.

“Apps Móveis são diferentes. Elas precisam ser revisadas frequentemente para atender às expectativas dos usuários, e esse processo ágil de desenvolvimento exige que as operações estejam no topo da infraestrutura e dos sistemas para dar suporte às implementações frequentes das apps e suas atualizações”, acrescentou Baker. “A quantidade de dispositivos móveis complica ainda mais o desenvolvimento e os esforços operacionais, porque a variedade de tamanho de telas dos equipamentos, as resoluções, hardware acessado pelas APIs e desempenho são fragmentados e mudam rapidamente. O ritmo de mudança do mercado móvel desafia particularmente as equipes de operação e esse ritmo não deverá desacelerar”, conclui.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor