Governança potencia crescimento das empresas

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Com o tempo, o termo governance passou a representar a sobrecarga e processos para muitos gestores de negócios. A governance se tornou uma ajuda inestimável para gerenciar o crescimento das organizações. Santiago Chaher, Managing Director no Cefeidas Group ajudou a entender como esse quadro positivo pode ser criado. Na América Latina, disse o executivo, se

Com o tempo, o termo governance passou a representar a sobrecarga e processos para muitos gestores de negócios. A governance se tornou uma ajuda inestimável para gerenciar o crescimento das organizações. Santiago Chaher, Managing Director no Cefeidas Group ajudou a entender como esse quadro positivo pode ser criado.

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Na América Latina, disse o executivo, se podem observam quatro diferentes níveis de governance. Em países como a Venezuela, Bolívia e Equador o sentimento geral de negócios é reacionário, e as organizações nesses países tendem a cumprir os regulamentos e a ver a governance como uma imposição e muitas vezes como a última das suas prioridades.

Em um segundo nível de países, existem empresas que tentam entender e adotar melhores medidas de governance. Subindo na escala de maturidade dos negócios, se vê que, em países como a Colômbia, o Chile, o Peru e o México, várias são já as empresas que estão entrando em estados de “auto-governo”, de onde as entidades regulatórias retiram as melhores práticas. Num patamar onde se senta sozinho, temos, então, o Brasil, que beneficia de uma posição destacada devido ao impacto do Mercado Novo.

De há algum tempo para cá, o conceito de Reponsabilidade Social Corporativa (CSR) tem atuado como um forte e central motivador inerente às organizações. Os funcionários querem trabalhar para empresas que também contribuam ativamente para a comunidade. A sustentabilidade tem surgido como um fator de positiva influência que abre caminho para uma melhorada governança corporativa. Sem a existência de uma governance eficiente, tanto a CSR como a Sustentabilidade não podem ser otimizadas.

A implementação se torna mais fácil quando o incentivo para uma melhor governance corporativa vem de todos os níveis da empresa. Com experiências positivas, como o aumento da transparência relativamente aos processos de tomadas de decisão – medidas altamente motivadoras – se consegue criar, então, o ambiente adequado ao surgimento de boas práticas.

A governance corporativa não é só uma uma tendência regional. No que diz respeito à construção de modelos de governance, não existe um só que se adapte a toda a região. As particularidades econômicas e políticas de cada país ditam o ritmo do progresso dos negócios e seus níveis de implementação de sistemas de governance. De acordo com Chaher, a Corporate Governance cresce tanto em tempos de crise como em tempos de prosperidade.

Cerca de 80 por cento da economia da região é impulsionada pelas PME, de modo que essas empresas se tornam cada vez mais importantes. Ao longo dos anos têm sido identificadas algumas barreiras para o crescimento orgânico dessas empresas.

A maioria das empresas globais que estão nesse momento a quer comprar ou fazer parcerias com empresas locais estão habituadas a grandes experiências de gestão, pelo que as diferenças registradas entre as formas de governance das várias organizações possibilita que melhor se consiga entender o que é preciso fazer. Chaher diz que apesar de algumas organizações integrarem já boas práticas de governance, ainda existe um longo caminho a percorrer até que se registre uma significativa percentagem de entidades com boas e fortes práticas de governance e liderança.


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