O futuro da Internet das Coisas tem nome de startup

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A empresa de pesquisa em Tecnologias da Informação, Gartner, prevê que em 2017, 50% da soluções para a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) terão origem em startups com menos de três anos. De acordo com a Gartner, serão os fabricantes e desenvolvedores provenientes de startups, e não os provedores de tecnologia de

A empresa de pesquisa em Tecnologias da Informação, Gartner, prevê que em 2017, 50% da soluções para a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) terão origem em startups com menos de três anos. internet das coisas2 De acordo com a Gartner, serão os fabricantes e desenvolvedores provenientes de startups, e não os provedores de tecnologia de bens de consumo, quem impulsionará a aceitação e crescimento da Internet das Coisas através da criação de um sem número de aplicações de nicho. As soluções de IoT são, normalmente, uma combinação entre um produto e um serviço. “O senso comum diz que o crescimento da Internet das Coisas será impulsionado por grandes organizações. É certo que as principais empresas de bens de consumo e serviços estão desenvolvendo a oferta de produtos IoT. No entanto, a pesquisa Maverick, da Gartner, considera que serão os fabricantes e empresas startups quem dará forma à IoT”, afirma Pete Basiliere, vice presidente de investigação da Gartner. “Os desenvolvedores e pequenas empresas de todo o mundo estão criando soluções de IoT para o mundo real, muitas vezes direcionadas a problemas de nicho. Estão aproveitando a eletrônica de baixo custo, o fabrico tradicional, ferramentas de impressão 3D, hardware e software de código aberto ou fechado para criar dispositivos IoT que melhoram os processos do dia a dia”, assinala ainda Basiliere. Os processos de desenvolvimento de produtos na maioria das grandes empresas são demasiado pesados e o retorno do investimento dificulta a produção de algo que não sejam objetos de grande volume. O resultado é um baixo número de produtos IoT, que gerem receitas significativas, enquanto que as startups e seus esforços de crowdsourcing resultam num grande número de aplicações de nicho mas com receitas menores individualmente. “A inovação é necessária para uma organização manter o valor ao longo do tempo e criar uma vantagem competitiva. As startups estão se dando bem com a identificação de muitas soluções inovadoras que usam conceitos da IoT”, ainda segundo o vice presidente da Gartner. Isso vai levar não só à aceitação da Internet das Coisas, por consumidores e empresas, mas também a soluções criativas que as grandes organizações não poderiam discernir, derivando numa Internet das Coisas muito diferente.


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