Risco de crédito é a principal preocupação dos bancos em 2015

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A SunGard, empresa global de tecnologia, consultoria e serviços para o mercado financeiro, divulgou um estudo com 120 gestores de risco de bancos brasileiros, internacionais, privados e públicos que atuam no Brasil. Os profissionais foram questionados sobre quais os tipos de risco são os mais relevantes para o ano de 2015. A pergunta foi aberta

A SunGard, empresa global de tecnologia, consultoria e serviços para o mercado financeiro, divulgou um estudo com 120 gestores de risco de bancos brasileiros, internacionais, privados e públicos que atuam no Brasil. Os profissionais foram questionados sobre quais os tipos de risco são os mais relevantes para o ano de 2015.

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A pergunta foi aberta e os executivos poderiam mencionar um ou mais tipo de risco, como de liquidez, mercado, crédito, auditoria, risco operacional, entre outros que considerassem. A questão foi direcionada aos especialistas e representantes de bancos que participaram da quarta edição do Congresso Internacional de Gestão de Riscos, realizado pela Federação Brasileira de Bancos – Febraban, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro de 2014.

40% dos entrevistados apontou o risco de crédito como prioridade-chave, sendo que 28% respondeu ser apenas este. 30% disse que o risco operacional preocupa, e o mesmo percentual indicou o risco de mercado.

O risco de liquidez, auditoria e compliance aparecem entre as preocupações de 15% a 20% dos pesquisados. Finalmente, outros pontos importantes foram citados, como risco corporativo, educacional, desenvolvimento do negócio e integração de riscos.

Os banqueiros estão olhando com mais atenção para a incerteza e desaceleração econômica no país, sendo que o Fundo Monetário Internacional (FMI) baixou a estimativa para o crescimento do Brasil em 2015, de 2% para 1,4%. Entre outros fatores, o crescimento do crédito tem pesado sobre o consumo e já preocupa as instituições – nos últimos balanços divulgados, os bancos brasileiros já sinalizavam a preocupação com a inadimplência, uma vez que os devedores não pretendem pagar suas dívidas em curto ou médio prazo.

Em termos de risco operacional, desafios em torno de captura de dados afetam as instituições para elaboração de análises, relatórios e planejamento de cenários. A tecnologia, combinada com o conhecimento, criatividade e experiência, podem ajudar na constituição do cenário e sensibilização da carteira. “A SunGard conta com um histórico consistente focado em diversos tipos de risco, o Ambit Risk Institute (ARI), que reúne, know-how com serviços bancários, tecnologia e experiência regulatória para consultoria estratégica para modelagem de risco. É um complemento das soluções de software para enfrentar as questões complexas de risco, desempenho e regulação de uma forma mais concreta e tangível”, disse em comunicado Nayra Savordelli, gerente sênior de consultoria em gestão de riscos da SunGard no Brasil.

O risco de mercado aparece com percentual considerável na pesquisa, o que leva a conclusão que há uma preocupação – principalmente de incerteza quanto aso rumos políticos no país, no período de eleições – mas que não é o principal no longo prazo.

Os desafios como a pressão normativa, compliance e auditoria também estão presentes, pois mudanças em diversas áreas já foram sinalizadas pelo Banco Central. “Uma vez que as regulamentações impactam diretamente na operação e estratégias para o mercado financeiro, é necessário por parte das instituições aprimorarem seus processos, contando com soluções mais robustas para análise e mensuração de risco”, comenta Nayra.

Um elemento-chave da gestão de riscos eficaz é ter uma visão holística da informação antes da tomada de decisões. “A tomada de consciência da exposição após a crise financeira global é fundamental, assim como a percepção de que as estratégias devem ser acompanhadas por modelos mais sofisticados de gestão”.


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