Black Friday firma-se como data forte do e-commerce brasileiro

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Sexta, um dia depois do feriado de Ação de Graças, que é celebrado na última quinta-feira de novembro nos EUA. A data ficou marcada por lá como a Black Friday, o dia em que as lojas queimam suas pontas de estoque antes do natal e as pessoas compram como se não houvesse amanhã. Essa é

Sexta, um dia depois do feriado de Ação de Graças, que é celebrado na última quinta-feira de novembro nos EUA. A data ficou marcada por lá como a Black Friday, o dia em que as lojas queimam suas pontas de estoque antes do natal e as pessoas compram como se não houvesse amanhã.

Black Friday Bit br

Essa é uma tradição tipicamente americana. Tem gente que acampa fora das lojas, dias até, para conseguir entrar primeiro nas lojas e aproveitar as ofertas, que podem chegar a 90% do valor normal de venda.

Desde 2010, o comércio brasileiro começou a pegar carona na tradição dos EUA e criou um novo evento de compras, análogo ao norte-americano. Mas, nas primeiras edições, a maquiagem de preços acabou dando à data o nada lisonjeiro nome de “Black Fraude”.

Hoje, na quarta edição da Black Friday brasileira, o setor varejista se comprometeu a explorar a data de forma positiva, sem maquiagem de preços e com ofertas reais, que atraem mais consumidores e aumentam o ticket médio das vendas.

Apesar de também acontecer nas lojas físicas (muitos shopping centers da capital paulista abrirão suas portas às 7:00 da manhã de sexta), no Brasil o forte do dia de compras acontece online.

A E-bit, consultoria especializada em comércio eletrônico, a Black Friday deste ano deve apresentar faturamento de 1,2 bilhão de reais. Esse número representaria um aumento de 56% sobre as vendas do ano passado. A empresa estima que o ticket médio seja de respeitáveis R$ 355, com 3,37 milhões de pedidos. É muito dinheiro, especialmente se levarmos em conta que o natal acontecerá em poucas semanas.

A maioria dos assalariados brasileiros recebe a primeira parcela do 13° salário até o dia 28 de novembro. Daí, a data especial do comércio cai como uma luva para quem tem dinheiro queimando no bolso.

Além dos eletrônicos, é comum conseguir descontos em produtos e serviços, inclusive de TI. Nos EUA, é normal conseguir assinar serviços de hospedagem, cloud e VPN por muito menos na data. Vale a pena pesquisar para fazer um bom negócio. Até imóveis entraram na brincadeira, com descontos de até 25%. Até pacotes de viagem são comercializados com descontos atraentes.

Se você se animou a ir às compras, olho vivo nos salafrários digitais que aproveitam a data para dar golpes. Antes de tudo, compare os preços em sites como o Buscapé e o Uol Shopping. No Buscapé é possível ainda conferir a reputação da loja, fator crucial para não ter dor de cabeça.

Se achar a loja desconhecida, confira a lista negra do Procon com as piores lojas online. Se o preço milagroso estiver em alguma delas, passe longe. O Procon vai manter plantão especial na data, funcionando ininterruptamente no Twitter e no Facebook, tirando dúvidas dos consumidores.

Caso a loja tenha boa reputação, o passo final é tomar cuidado com sites de phishing. Certifique-se que você está acessando o site legítimo e olho vivo no certificado HTTPS do site. Sem ele, nada de usar o número do cartão de crédito.


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