Galaxy S5 vende menos que o esperado

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As coisas não andam fáceis para a Samsung. A gigante sul-coreana pode estar com os estoques lotados do modelo Galaxy S5, que vendeu 40% menos do que o projetado pela companhia. A informação, apurada pelo The Wall Street Journal, é de que o aparelho da Samsung vendeu globalmente 12 milhões de unidades, 4 milhões menos que

As coisas não andam fáceis para a Samsung. A gigante sul-coreana pode estar com os estoques lotados do modelo Galaxy S5, que vendeu 40% menos do que o projetado pela companhia.

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A informação, apurada pelo The Wall Street Journal, é de que o aparelho da Samsung vendeu globalmente 12 milhões de unidades, 4 milhões menos que o antecessor S4. A confiança no novo aparelho foi tanta que a empresa aumentou a produção do aparelho em 20%, o que pode ter gerado um estoque de 4 milhões de aparelhos nos galpões da companhia.

Apesar do bom desempenho do produto nos EUA, mercados importantes, como a China, não absorveram o aparelho como era esperado. E mesmo uma empresa do porte da Samsung não consegue se sustentar sem capilaridade e volume.

A diluição da marca pode ser um dos fatores que influenciaram negativamente no desempenho da empresa. Tanto que já foi anunciada uma redução de até 30% dos modelos comercializados em 2015. Com modelos que vão de smartphones de baixo custo (com desempenho sofrível) até o topo de linha, a quantidade acabou confundindo o consumidor. Se antes a marca Galaxy era sinônimo de qualidade, hoje é um vale-tudo, com produtos muito bons e outros nem tanto.

A própria qualidade dos produtos pode ter influenciado essa queda. São comuns os relatos de aparelhos das linhas S3 e S4 com defeitos recorrentes e pouca resistência estrutural. Talvez por isso um dos destaques do S5 é sua qualidade de construção, com resistência a água e maior resiliência ao uso diário.

A situação é tão séria que os lucros da sul-coreana encolheram de US$9,6 bilhões no terceiro trimestre de 2013 para US$3,9 milhões no mesmo período de 2014.

Segundo o jornal norte-americano, a cúpula da Samsung estuda um vigoroso choque de gestão, com a possibilidade de B.K. Yoon, atual responsável pelas divisões de TVs e eletrônicos domésticos (que vão bem) assumir também o comando da divisão mobile.


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