Google nega construção de cabo submarino com Unitel

HOME

Maior operadora de Angola, a Unitel divulgou publicamente que estaria construindo um cabo submarino em parceria com a gigante de buscas e afirmou que “primeiro quilômetro já havia saído do papel”. Notícias divulgadas no final da última semana pela Unitel, maior operadora de Angola, davam conta de um novo cabo submarino, que seria construido em

Maior operadora de Angola, a Unitel divulgou publicamente que estaria construindo um cabo submarino em parceria com a gigante de buscas e afirmou que “primeiro quilômetro já havia saído do papel”.

cabo_fibra_otica

Notícias divulgadas no final da última semana pela Unitel, maior operadora de Angola, davam conta de um novo cabo submarino, que seria construido em parceria com o Google e ligaria o país africano aos EUA, com uma conexão no Brasil.

A gigante de buscas negou, entretanto, as informações, indicando categoricamente que não há nenhum projeto de parceria com a operadora de telefonia africana, muito menos um condutor “que já estaria em construção”.

Uma fonte do Google no Brasil esclareceu à B!T Magazine que a companhia norte-americana tem uma sociedade com a Angola Cables, empresa de infraestrutura de telecomunicações do país. Juntas as duas empresas pretendem tirar do papel um cabo submarino que sairá da Flórida, nos EUA e passará pela cidade de Fortaleza, no nordeste do brasileiro e terminará em Santos, cidade localizada no litoral do estado de São Paulo.

Envolvida na construção do cabo anunciado no início do mês pelo Google, a Angola Cables é 31% de propriedade da Unitel. Ainda assim, o Google insiste que nenhuma negociação está em andamento com a operadora e ressaltou que “se a Unitel têm planos de construir um segundo cabo, ou interligar o cabo já anunciado até Luanda, capital de Angola, o Google não tem ciência da negociação”.

Capazes de transitar velocidades ultrarápidas entre os diferentes continentes, os cabos submarinos são necessários para prover o acesso à internet em todos os países no mundo. Há 100% de dependência desse tipo de tecnologia no trânsito de dados entre longas distâncias, porque as antenas de transmissão de dados sem fio – comuns na telefonia móvel – têm alcance curto e só pode ser feita sem o auxílio de cabos, por meio dos satélites.

Polêmica
Uma questão importante diz respeito ao interesse que a Unitel teria no possível cabo. Isso porque além de ser a maior operadora de telefonia do continente africano, a operadora também tem como principal acionista a bilionária Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Rumores divulgados pela mídia, incluindo a publicação norte-americana Forbes, dão conta de que o enriquecimento da família Santos se deve aos desvios de impostos, pagos pelos contribuintes do país. Aplicados de forma particular em fundos de investimento como o Terra Peregrin, o dinheiro serviria à interesses de Isabel. Duas intenções divulgadas publicamente pela bilionária, seriam a aquisição da Portugal Telecom e uma possível sociedade com a operadora brasileira Oi, negociações que não estão concluídas, nem têm garantias de sucesso.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor