Grupo alemão de mídia volta atrás em disputa com Google

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O Axel Springer, maior grupo editorial de notícias da Alemanha, aprendeu do pior jeito que a internet mudou para sempre a forma como o conteúdo é disseminado. Depois de proibir o Google de exibir trechos de artigos de seus jornais, sob a alegação de brecha da lei de direitos autorais, a empresa de mídia amargou

O Axel Springer, maior grupo editorial de notícias da Alemanha, aprendeu do pior jeito que a internet mudou para sempre a forma como o conteúdo é disseminado. Depois de proibir o Google de exibir trechos de artigos de seus jornais, sob a alegação de brecha da lei de direitos autorais, a empresa de mídia amargou uma importante queda do tráfego para seus sites.

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O resultado da proibição surpreendeu o grupo, que havia conseguido restringir o acesso pelo Google a algumas de suas publicações. Sem o redirecionamento do Google, as visitas aos sites minguaram. O impacto foi tão grande que o Axel Springer se viu forçado a retroceder, permitindo novamente que o Google apresente suas notícias nos resultados das suas buscas.

Em comunicado, o presidente-executivo, Mathias Doepfner, afirmou que sua companhia teria “tirado a si mesma do mercado” se continuasse com suas exigências para que a norte-americana pagasse taxas de licenciamento.

A restrição de exibição envolveu quatro das marcas do Springer com maiores vendas: welt.de, computerbild.de, sportbild.de e autobild.de. O Bild, jornal diário mais vendido da Europa, também é do grupo.

O braço de ferro com o Google é mais uma prova de que as corporações tradicionais de mídia precisam deixar para trás velhos conceitos que ficaram obsoletos com o advento da internet. De detentores do conhecimento e da informação, os meios de comunicação de massa precisam assumir um papel mais ativo de curadoria, aprofundando os assuntos e abraçando a repercussão e interação junto aos leitores.


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