Operadoras da AL investirão US$ 193 bilhões para suportar demanda

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De acordo com um novo estudo da GSMA, entidade que representa as operadoras globalmente, a mudança para redes de banda larga móvel e smartphones na América Latina está direcionando o tráfego de dados móveis, exigindo novos investimentos significativos em rede. “Estamos vendo uma migração rápida da tecnologia na América Latina, que está se mostrando um

De acordo com um novo estudo da GSMA, entidade que representa as operadoras globalmente, a mudança para redes de banda larga móvel e smartphones na América Latina está direcionando o tráfego de dados móveis, exigindo novos investimentos significativos em rede.

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“Estamos vendo uma migração rápida da tecnologia na América Latina, que está se mostrando um catalisador para novos produtos e serviços que desempenham um papel importante na solução de muitos dos desafios sociais, econômicos e de serviços públicos da região, inclusive permitindo a inclusão digital e financeira”, disse em comunicado Anne Bouverot, diretora geral da GSMA. “A crescente adoção de smartphones – somada à cobertura de banda larga móvel em expansão – está criando novas oportunidades de negócios para todos os participantes dentro da cadeia de valor móvel, bem como permitindo que milhões de pessoas se conectem à internet móvel.”

As despesas de capital (capex) das operadoras totalizaram mais de US$ 96 bilhões nos últimos seis anos (2008-2013) e os níveis de investimento tendem a aumentar substancialmente nos próximos anos para acomodar o crescente tráfego de dados, principalmente à medida que as implantações da rede 4G aceleram. Quase US$ 193 bilhões serão investidos até 2020.

Em 2013, a indústria móvel contribuiu em 4,1% para o Produto Interno Bruto (PIB) da região, o equivalente a US$ 242 bilhões4 , e estima-se que a contribuição do ecossistema móvel aumentará para US$ 275 bilhões, representando, então, 4,5% do PIB regional projetado.

O setor empregou diretamente cerca de um milhão de pessoas na região em 2013, e sustentou outro um milhão de empregos indiretos em outros setores na economia. A contribuição total para o financiamento público via tributação em 2013 foi de US$ 41 bilhões. Isto é adicional às contribuições geradas por meio de leilões de espectro, que totalizaram mais de US$ 4 bilhões em 2014, até esta data. Estima-se que a contribuição ao financiamento público (excluindo as taxas de espectro e outras taxas regulatórias) chegará a US$ 53 bilhões até 2020.

“As operadoras latino-americanas demonstraram o seu compromisso com os mercados em que operam, ao sustentar investimentos diante do aperto das margens e aumento da concorrência”, acrescentou Bouverot. “Para alcançar plenamente o potencial transformador positivo da indústria móvel nos próximos seis anos e nos seguintes, nós precisamos de uma estrutura regulatória transparente e sustentável que incentive investimentos permanentes em recursos e cobertura de rede.”

Havia 718 milhões de conexões móveis na América Latina no final de setembro de 2014. A rede 2G responde por 60% desse total, mas essa participação diminuirá para cerca de 20% até 2020, quando estão previstas 956 milhões de conexões móveis. A rede 3G é responsável por 39% das conexões, índice superior à média global (32%). A rede 4G atualmente representa apenas 1% das conexões, mas sua participação cresce rapidamente à medida que as implantações da rede 4G se aceleram.

A América Latina também foi uma das regiões de mais rápido crescimento no mundo em termos de conexões por smartphone entre 2010 e 2013. A base instalada apresentou um crescimento de 77% ao ano (CAGR – Compound Annual Growth Rate) nesse período. Os smartphones eram responsáveis por quase 30% das conexões móveis regionais no final de setembro de 2014 (200 milhões) e estima-se que chegarão a 70% do total (605 milhões) até 2020. A América Latina terá, então, a segunda maior base instalada de smartphones do mundo, atrás apenas da região Ásia Pacífico.

O mercado de telefonia móvel da América Latina é o quarto maior mercado do mundo, com quase 326 milhões de assinantes móveis únicos² no final de setembro de 2014. A penetração de assinantes únicos (como uma percentagem da população) deverá aumentar de pouco mais de 52% para quase 60% até 2020, mas ainda bem abaixo do teto de penetração de 70-80% no qual o crescimento de assinantes tende a empatar.

O Brasil é o maior mercado na América Latina, respondendo por um terço (114 milhões) do total da base de assinantes únicos da região. Os cinco maiores mercados na América Latina, em ordem de tamanho, são Brasil, México, Argentina, Colômbia e Venezuela, que, juntos, são responsáveis por 70% (230 milhões) do total regional. As taxas de penetração de assinantes nos principais mercados na América Latina variam de um mínimo de 37% no México para um máximo de 77% na Costa Rica.

Os serviços máquina-a-máquina (M2M) são uma área-chave do crescimento e inovação na região. De acordo com o relatório, havia 16 milhões de conexões celulares M2M na América Latina no final de setembro de 2014, um número que deverá crescer 25% ao ano (CAGR) até 2020, quando deverá atingir 66 milhões.

O relatório também concluiu que o número de conexões de banda larga móvel ultrapassou as conexões de banda larga fixa na região em 2011. Este é o caso nos cinco maiores mercados latinoamericanos, inclusive no Brasil, onde há cerca de cinco vezes mais conexões de banda larga móvel do que conexões de banda larga fixa. Os dispositivos móveis são considerados os principais meios de acesso à internet para grande parte da população da América Latina, particularmente nas áreas rurais.


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