Pesquisa aponta que 1 de cada 6 brasileiros não acredita em ciberameaças

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O Kaspersky Lab, em parceria com a B2B Internacional, conduziu uma pesquisa que revelou um dado preocupante: 17% dos usuários brasileiros de Internet não acreditam que ataques cibernéticos são reais e acham que a ameaça é um exagero das empresas de segurança online. Perigosa, essa crença deixa uma parcela significativa dos usuários sem nenhum tipo

O Kaspersky Lab, em parceria com a B2B Internacional, conduziu uma pesquisa que revelou um dado preocupante: 17% dos usuários brasileiros de Internet não acreditam que ataques cibernéticos são reais e acham que a ameaça é um exagero das empresas de segurança online.

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Perigosa, essa crença deixa uma parcela significativa dos usuários sem nenhum tipo de proteção contra riscos que ameaçam seus dados e vidas digitais.

De acordo com as estatísticas, mesmo as pessoas que aceitam que as ciberameaças são reais, nem sempre estão convencidas que precisam de proteção. Somente 28% dos entrevistados no Brasil acreditam que possam ser objeto de ataques por cibercriminosos. Apesar da crença, o Kaspersky Lab alerta que o dispositivo de qualquer pessoa pode ser de interesse para criminosos.

Mesmo quando o proprietário não armazena dados valiosos no dispositivo e não realiza transações financeiras online, os cibercriminosos podem fazer uso de qualquer computador, smartphone ou tablet – talvez transformando-o em um bot (zumbi), que pode propagar spam, participar dos exércitos zumbis (botnets) que realizam ataques DDoS ou enviar links de phishing por meio de mensagens instantâneas e e-mails.

Quase um terço (27%) dos usuários no Brasil não estão preocupados com a possibilidade de que suas contas online possam estar comprometidas ou estão alheios a este risco. O mais importante é que isso não somente se aplica a páginas pessoais em sites de redes sociais, mas também a contas bancárias online, que poderiam entregar as finanças pessoais do usuário a um cibercriminoso. Muitas pessoas sentem que as perdas financeiras resultantes de ataques cibernéticos são pouco prováveis – 35% dos entrevistados desconhecem ou não estão preocupados com a possibilidade de tais perdas. Eles não se dão conta de que tais perdas podem não necessariamente ser devidas ao roubo direto de dinheiro de suas contas bancárias. Uma infecção por malware também pode conduzir a gastos imprevistos, incluindo custos relacionados aos serviços de um especialista em TI, a reinstalação de software ou a indisponibilidade temporária de um dispositivo. Em geral, 21% dos entrevistados que tiveram malware em seus dispositivos tiveram perdas financeiras como resultado do incidente.

Segundo os resultados da pesquisa, 18% dos entrevistados não estão conscientes que o uso de redes Wi-Fi públicas é arriscado, uma vez que os dados que trafegam nestas redes podem ser interceptados por cibercriminosos. A mesma proporção de usuários, 18%, está consciente desta ameaça, mas não acredita que deva se preocupar com isso. Ao mesmo tempo, 56% dos entrevistados utilizam redes públicas e 6% colocam suas informações pessoais em sites enquanto estão conectados por esse tipo de rede.

“As pessoas que pensam que estão seguras, porque os cibercriminosos não as atacariam ou não estariam interessados, simplesmente não entendem a natureza das ameaças online. Os hackers não tendem a se concentrar em objetivos específicos, e tratam de obter quantas vitimas possível. Este é o motivo de porquê é muito arriscado utilizar Internet sem uma solução de segurança”, afirmou em comunicado Elena Kharchenko, chefe de Administração de Produtos de Consumo da Kaspersky Lab.


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