UOLDIVEO torna serviço de IaaS acessível e escalável

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Hoje em dia, cada ciclo de processamento representa dinheiro gasto pelos departamentos de TI. Como as cargas de trabalho são variáveis, inevitavelmente serão desperdiçados recursos alocados de forma estática. Gil Torquato, presidente do UOLDIVEO, conversou com a B!T sobre a filosofia de trabalho da empresa, que conta com mais de quase 4 mil clientes que

Hoje em dia, cada ciclo de processamento representa dinheiro gasto pelos departamentos de TI. Como as cargas de trabalho são variáveis, inevitavelmente serão desperdiçados recursos alocados de forma estática. Gil Torquato, presidente do UOLDIVEO, conversou com a B!T sobre a filosofia de trabalho da empresa, que conta com mais de quase 4 mil clientes que utilizam sua infraestrutura e serviços.

Gil Torquato UOLDIVEO

O jeito despojado de Torquato esconde um profundo conhecimento do mercado. O executivo foi um dos responsáveis pelo surgimento e criação do UOL, o mais importante provedor de acesso à Internet do Brasil e o maior provedor de conteúdo em língua portuguesa do mundo.

A jornada de Torquato até a presidência do UOLDIVEO começou no Grupo Folha, responsável por um dos mais importantes jornais impressos do Brasil e segundo maior grupo de mídia do País. Em 1996 ele foi um dos visionários que viraram a chave do serviço. Até então, o acesso à internet no Brasil era bem mais complicado.

Com o renome do Uol crescendo, foi necessária a criação de um serviço de hosting. Torquato lembra que a necessidade surgiu quando as empresas começaram a ligar para o Uol, então provedor de acesso e conteúdo, querendo colocar seu servidor junto com nossos servidores.

Ele conta Um fato curioso: essa demanda cresceu demais depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, quando todos os grandes portais do Brasil caíram, menos o Uol. Como repórter, lembro bem. Realmente, esse foi o dia que a web brasileira travou, dada a quantidade de acessos simultâneos. Como estava preparado para o “tranco”, o Uol acabou ganhando mais relevância como veículo de comunicação de massa, agregando mais valor à marca.

B!T: Como foi que o Uol entrou no mercado de hospedagem?
Gil Torquato: Era um mercado que até então tinha apenas um grande competidor nacional. Nosso diferencial na época é que conseguimos oferecer uma ferramenta que permitia criar um site com apenas quatro cliques. Em seis cliques, uma loja completa, com sistema de pagamento integrado, estava no ar. Foi isso impulsionou a divisão Uol host, que hoje tem 800 mil clientes.

Torquato conta que a empresa foi fazendo aquisições seguidas, conquistando expertise e uma carteira de clientes importantes. Foram cerca de oito aquisições, que acabaram levando a operação ao mercado corporativo.

B!T: Que tipo de serviços vocês oferecem?
Gil Torquato: Hoje atuamos na área de aplicações, avaliando o motivo que faz um produto não funcionar (hardware e software) e com opção de resolver o problema para o cliente. Também temos um serviço bastante avançado de infraestrutura. A ideia é oferecer um leque completo de serviços, com cobrança de acordo com o uso. Oferecemos nuvem no modelo “one-stop-shop”, reunindo plataforma, infraestrutura e serviços em um só lugar, eliminando a necessidade do cliente de ter múltiplos prestadores de serviço.

B!T: E quais empresas utilizam seus serviços?
Gil Torquato: São muitas. Como exemplos, posso citar Bovespa, Petrobrás e B2W, que estão alocados em nossos data centers. Cuidamos também dos serviços de gateway de companhias aéreas como TAM, Gol e Azul. Nossa expertise em outsorcing de e-commerce nos deu vários cases de sucesso.

Torquato reforça que o cenário do mercado hoje é implacável. “Data center é commodity, o que diferencia os players é o serviço. Por isso nosso foco hoje é justamente a oferta cada vez mais abrangente de serviços”. Para o executivo, é fundamental que as empresas mantenham o foco em seus negócios, em seus produtos. “A parte de TI fica por nossa conta”, completa.

B!T: Qual segmento vocês consideram chave para a expansão do UOLDIVEO?
Gil Torquato: Acredito que Hoje o próximo passo é crescer no setor financeiro. As empresas do segmento exigem um nível de serviço altíssimo, com muita segurança. Já conseguimos conquistar mais de 170 clientes financeiros.

B!T: Vocês desenvolvem softwares proprietários para seus clientes?
Gil Torquato: Não. Nossa ideia é investir onde conseguimos ganho de escala. Já temos soluções em cloud, que trabalhamos desde 2008, pois é aí que conseguimos escala. Nossa oferta em cloud para o setor corporativo é muito flexível, a esmagadora maioria se sente muito bem atendida com o que disponibilizamos.

B!T: Como funciona o sistema de cobrança do UOLDIVEO?
Gil Torquato: Identificamos uma fragilidade no modelo vigente de cobrança. A demanda dos clientes é extremamente elástica, o que acaba gerando um desperdício de recursos nos servidores. A grande revolução no setor de IaaS e data centers é cobrar pelo uso efetivo. Isso mudou o panorama do mercado, pois as empresas puderam pagar menos sem perder qualidade de serviço. Por isso investimos no conceito de “utility computing”, no qual os clientes pagam apenas pelo o que for consumido.

B!T: E como esse consumo é medido?
Gil Torquato: Nós cobramos pelo o que é efetivamente usado, calculando em tempo real a necessidade do cliente. Dependendo do comparativo, acabamos cobrando menos pelo serviço que a concorrência. É como uma conta de água ou luz, que varia de acordo com o uso. São mais de 100 empresas usando isso, com sucesso.

B!T: E quando o cliente precisa de mais poder de processamento ou banda?
Gil Torquato: Essa é a característica mais interessante. Como monitoramos em tempo real a necessidade, podemos alocar instantaneamente mais recursos, mantendo a qualidade de serviço inalterada. Para o usuário, do outro lado, isso funciona de forma completamente invisível, e dá aos nossos clientes garantia de operação sem sustos.

B!T: E como vocês ganham escala nesse modelo de negócio?
Gil Torquato: Essa filosofia de trabalho é revolucionária. Em vez de depender dos clientes de servidores dedicados, conseguimos economizar energia, espaço no data center e eliminamos a capacidade ociosa. Conseguimos servir com eficiência os clientes que antes alocavam servidores dedicados em nossa infraestrutura cobrando menos e potencializando nossa capacidade de atendimento a novos clientes. Graças a essa maneira de trabalhar, mais de 2 mil clientes usam nossa plataforma cloud.

B!T: Finalmente, qual a complexidade para uma empresa deixar de usar a infraestrutura tradicional, “on-premise”, e adotar IaaS (infrastructure as a service) para rodar suas aplicações?
Gil Torquato: É um processo simples. Como temos muita experiência na migração para a nuvem de aplicações legadas e desenvolvidas para ambientes tradicionais, de missão crítica e aplicações corporativas, como SAP, ou aplicações web, é preciso apenas acertar os parâmetros e “virar a chave” da operação cloud, com a vantagem de libertar o cliente da necessidade de hardwares locais específicos de alto custo.


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