Ataque hacker derruba redes de jogos online de Sony e Microsoft

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Quem esperava passar os dias de folga do Natal jogando videogame se deu mal. Um maciço ataque simultâneo, mirando especificamente os servidores que mantém a PSN e a Xbox Live, redes de jogos voltadas aos consoles da Sony e Microsoft, conseguiu derrubar ambas as redes, irritando profundamente os jogadores. O serviço Xbox Live, que engloba o

Quem esperava passar os dias de folga do Natal jogando videogame se deu mal. Um maciço ataque simultâneo, mirando especificamente os servidores que mantém a PSN e a Xbox Live, redes de jogos voltadas aos consoles da Sony e Microsoft, conseguiu derrubar ambas as redes, irritando profundamente os jogadores.

O serviço Xbox Live, que engloba o Xbox 360 e o Xbox One, cobra mensalidade de R$ 20 para permitir que os usuários disputem partidas online. A PSN permite jogo online gratuito, mas conta com uma assinatura premium, denominada PSN Plus, que cobra o mesmo valor mensal.

O ataque DDoS inundou os servidores de solicitações e colocou os sistemas de joelhos, negando o serviço para os assinantes legítimos, teve a autoria reivindicada pelo grupo hacker Lizard Squad. Todo o planeta ficou sem acesso aos serviços.

Em nota, o grupo afirmou que fez o ataque “for the lulz”, ou em tradução livre,”pela zoeira”. Mas a comunidade hacker não achou nada engraçado, dizendo inclusive que um ataque DDoS é uma das formas mais simples e grosseiras de hackerismo. O fato é que, mesmo rudimentar, foi um golpe extremamente eficaz.

Em sua conta no Twitter, o grupo inclusive impôs condições para encerrar o ataque. Caso tivesse 10 mil retweets em 2 minutos, as redes voltariam a funcionar.

O Lizard Squad já atacou anteriormente a PSN e os servidores da Blizzard, responsável pelo ultra popular game World of Warcraft.

O site especializado The Daily Dot entrevistou um dos membros do Lizard Squad, que defendeu o ataque afirmando que o objetivo era mostrar a incompetência das equipes tanto da Sony quanto Microsoft.

O grupo afirmou ainda que tem controle de um cabo submarino entre EUA e Europa, que permite ataques a uma taxa de 1,2 terabits por segundo. Caso seja verdade, esse tipo de acesso dá ao grupo a perigosíssima capacidade de aniquilar a operação de inúmeras empresas e até mesmo governos, podendo inclusive derrubar as comunicações e infraestrutura de qualquer país sem fortes medidas de segurança de informação.

O grupo promete continuar sistematicamente seus ataques, mirando agora na mídia de massa, como estações de rádio e televisão.


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