Bull anuncia criação da próxima geração de supercomputadores

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A Bull, empresa pertencente a um dos principais parceiros do Rio 2016, o Grupo Atos, anunciou seu Exascale Program, que tem como principal objectivo desenvolver a próxima geração de supercomputadores, uma aposta europeia em criar computação que facilitará os atuais formatos de pesquisa e investigação, bem como de alguns procedimentos industriais, à escala mundial. A empresa está fortemente

A Bull, empresa pertencente a um dos principais parceiros do Rio 2016, o Grupo Atos, anunciou seu Exascale Program, que tem como principal objectivo desenvolver a próxima geração de supercomputadores, uma aposta europeia em criar computação que facilitará os atuais formatos de pesquisa e investigação, bem como de alguns procedimentos industriais, à escala mundial.

supercomputer

A empresa está fortemente empenhada na Computação de Alta Performance (HPC – High-Performance Computing), dedicando-lhe uma alargada equipa e alinhado o Exascale Program com o programa Strategic Research Agenda, proposto pela Plataforma Europeia de Tecnologia para a Computação de Alta Performance (ETP4HPC) que prevê uma nova geração de supercomputadores, capaz de atingir uma performance superior a um exaflops, ou seja, bilhões de operações por segundo, mil vezes superior aos sistemas actuais.

O poder da computação em Exascale é visto pela empresa como uma performance equivalente à do cérebro humano e vai aumentar a competitividade e inovação, no solucionamento de novos desafios nas áreas da indústria, ciência e sociedade, indo desde a nanociência, à genómica, ao clima, à aeronáutica e à energia.

A maioria da complexidade dos problemas que cientistas e engenheiros vão encontrar no futuro, estará no limiar onde a Big Data e o HPC se encontram. Por exemplo, domínios como a terapia genómica ou a investigação farmacêutica, simulações à escala integral de modelos de aeronaves ou a estruturação de sistemas meteorológicos inteiros – que envolvem enormes volumes de dados, e exigem uma grande capacidade de computação – requerem a utilização da computação de alta performance.

O programa Exascale da Bull, tem como base uma forte integração entre altos níveis de capacidade de computação e habilidade para processar grandes volumes de dados. Segundo a empresa francesa, ele combina processadores mais rápidos, maior capacidade de armazenagem de dados, interligações muito mais rápidas, melhor eficiência energética, refrigeração reforçada, um redesenhado software de scalable packaging, e um conjunto completo de serviços para optimizar as aplicações do usuário.

São cinco, os elementos principais a desenvolver: um supercomputador Exascale, com o code-named SEQUANA; software correspondente, conhecido por suite Supercomputer Bullx; uma nova geração de interconexão mais rápida, com o code-name BXI; um conjunto de servidores com capacidade de memória Ultra-High, conhecidos como Bullx S6000 Series; um conjunto completo de serviços que optimizam as aplicações destinadas ao utilizador, e potenciam ao máximo o Exascale.

O programa parte da intenção da Bull em desenvolver a Big Data, HPC e Soluções de Segurança e aproveita sinergias provindas da cooperação com laboratórios europeus como a CEA (French Alternative Energies e Atomic Energy Authority) bem como outros parceiros, e ainda a experiência acumulada ao longo de anos pelas equipas de HPC, na área do design, implementação e monitorização de sistemas de larga escala. Tem como base o Centro de Excelência da Bull em Programação Paralela (CEPP).

O CEO da Bull, Philippe Vannier, afirmou que “com a apresentação do Exascale Program, a Bull volta a apresentar sua capacidade em inovação, assim como a habilidade na criação dos supercomputadores mais poderosos do mundo. Na Bull oferecemos a performance e confiança requerida pelos nossos consumidores, para que possam com sucesso trabalhar as massivas quantidades de dados geradas pelo mundo digital. Conseguimos ainda ajudar no solucionamento dos maiores desafios ambientais que estão presentes em nossas sociedades”.

Da parte da CEA lembrou que a parceria entre ambas as organizações “trouxe ao mundo, em 2010, os primeiros supercomputadores Petaflops, criados e montados na Europa”. Essa parceria é agora renovada: “para cumprir sua missão, a French Alternative Energies e a Atomic Energy Commission criaram um programa de Pesquisa & Desenvolvimento, que tem como objetivo a criação de tecnologias chave para o desenvolvimento e construção de supercomputadores competitivos em 2020”.


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