CPqD assume o controle da Trópico

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O CPqD, instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs), acaba de assumir o controle acionário da Trópico Sistemas e Telecomunicações – empresa que criou há 15 anos, junto com o Grupo Promon, e na qual detinha participação minoritária, equivalente a 30% do capital social. A operação, já aprovada pelo

O CPqD, instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs), acaba de assumir o controle acionário da Trópico Sistemas e Telecomunicações – empresa que criou há 15 anos, junto com o Grupo Promon, e na qual detinha participação minoritária, equivalente a 30% do capital social. A operação, já aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), foi concretizada na segunda-feira, 1.º de dezembro, com a transferência das ações da Promon para o CPqD – que assumiu também a gestão da empresa.

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“A Trópico é uma empresa importante dentro do Universo CPqD, que possui equipamentos e soluções implantados nas principais operadoras de telecomunicações do país”, afirma Hélio Graciosa, presidente do CPqD. Atualmente, a empresa é responsável por mais de 9 milhões (do total de 41 milhões) de terminais da rede fixa brasileira, de tecnologia TDM, e pelo controle de 1,3 bilhão de chamadas telefônicas por dia.

Nos últimos dez anos, a Trópico concentrou-se nas soluções para redes de nova geração (Next Generation Network, ou NGN) e sistemas multimídia IP (IMS, do inglês IP Multimedia Subsystem). “A partir de janeiro, vamos ampliar o investimento em pesquisa e desenvolvimento visando a modernização e evolução desse portfólio”, revela Paulo Cabestré, que deixou a diretoria de Redes Convergentes do CPqD para assumir a presidência da Trópico.

Além de evoluir a atual linha de produtos, a empresa também planeja investir no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas, especialmente nas áreas de redes definidas por software (Software Defined Network – SDN) e de Internet das Coisas. “Queremos ser um player no universo de SDN com linhas de produtos NFV (Network Function Virtualization) e, para isso, estamos apostando na virtualização do terminal de assinante, o CPE”, adianta Cabestré. Ele acrescenta que, no caso de Internet das Coisas, a estratégia da Trópico é fornecer soluções M2M (machine to machine) para sistemas de missão crítica em tempo real.

Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Paulo Cabestré possui pós-graduação em Engenharia Eletrônica pela NUFFIC, da Holanda, e cursos de Educação Executiva pela Universidade de St. Gallen, na Suíça, e pela Harvard Business School, nos EUA. Trabalhou em empresas de telecom na Holanda e na Suíça e, desde que retornou ao Brasil, em 2001, atua no universo de empresas do CPqD – que inclui a Trópico.


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