Empreendedorismo para ajudar o Brasil a ampliar sua competitividade internacional

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Alvaro Prata, secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), acredita que a força do empreendedorismo para ajudar o Brasil a ampliar sua competitividade internacional. O secretário participou num “café da manhã” organizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) no qual a instituição anunciou os vencedores do 18° Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador. “Nós do

Alvaro Prata, secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), acredita que a força do empreendedorismo para ajudar o Brasil a ampliar sua competitividade internacional. O secretário participou num “café da manhã” organizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) no qual a instituição anunciou os vencedores do 18° Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador.

03.12 - 18° Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador

“Nós do governo trabalhamos em torno do cenário posto, da perspectiva do futuro, e tentamos melhorar as condições para que a inovação e o empreendedorismo cresçam e proliferem, mas nada é tão disruptivo quanto a mente criativa daqueles que lutam para inovar e empreender”, declarou o secretário.

Prata apontou dois hábitos brasileiros que, em sua visão, dificultam a atividade empreendedora. “Primeiro, somos muito bacharelescos. A nossa educação persegue muito o título e o diploma, quando na verdade eles representam uma trajetória, uma formação. A outra característica é que, tradicionalmente, nós somos muito queixosos, temos uma lista grande de motivos para explicar o que não deu certo, mas nem sempre somos tão rigorosos com nós mesmos”, disse. “Precisamos recuperar, a partir de incubadoras e parques tecnológicos, a força desse ambiente que nos move em direção à inovação e ao empreendedorismo.”

A presidenta da Anprotec, Francilene Garcia, comentou que percebe uma “interiorização fantástica” do movimento de empreendedorismo inovador no Brasil, iniciado há 30 anos: “Há um fenômeno de crescimento de cidades de porte médio, onde uma das primeiras estratégias buscadas é exatamente a constituição de incubadoras de empresas e parques tecnológicos. Tais mecanismos se tornaram prioridade da gestão pública pelo país afora.”

O coordenador-geral de Serviços Tecnológicos do MCTI, Jorge Mario Campagnolo, lançou a versão completa do Estudo de Projetos de Alta Complexidade – Indicadores de Parques Tecnológicos, publicação distribuída aos participantes do evento. Uma versão resumida do documento havia sido divulgada na 30ª Conferência Mundial da Associação Internacional de Parques Científicos e Áreas de Inovação, em outubro de 2013, em Recife.

Desenvolvimento

Para o presidente do Conselho Consultivo da Anprotec e diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, a inovação é o único caminho capaz de fazer o Brasil avançar rapidamente em competitividade. “Nós temos que estabelecer um novo pacto de governança em torno dessa agenda”, propôs. “O cenário tem melhorado, não resta dúvida. Avançamos no marco legal e nos instrumentos, mas está na hora de fazermos escolhas, enxergarmos talvez um grande desafio, uma estratégia de emparelhamento.”

Já o diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Barretto, defendeu que, para aumentar sua produtividade, o Brasil precisa valorizar ainda mais seus empreendedores de menor porte. “O salto de qualidade só ocorrerá se a gente não pensar apenas no andar de cima, nas grandes indústrias”, afirmou. “Nós temos que incorporar também o mundo das micro e pequenas empresas a essa agenda de inovação. Sem isso, vai ser muito difícil alcançar o objetivo de avançar na inovação.”

Barretto destacou que 98% das empresas brasileiras são de médio e pequeno porte. “E você tem aí um grande desafio de colocar no centro desta agenda o tema da inovação”, assinalou. “O Sebrae atende hoje 2 milhões de CNPJs por ano. Do total, 200 mil são relativos a processos e produtos de inovação. Dessas 200 mil, metade ocorre pelo [programa] Sebraetec. E temos também, em parceria com o CNPq, 54 mil empresas atendidas pelos agentes locais de inovação, que as acompanham durante dois anos – não é só consultoria.”

O secretário executivo do MCTI lembrou que, em novembro, o ministério e o Sebrae assinaram acordo para aprofundar a cooperação. “Estamos muito entusiasmados com essa associação do Sebraetec com o Sibratec [Sistema Brasileiro de Tecnologia], que vem criando ‘shops’, essas oficinas para que o empreendedor e o inventor possam ter acesso a instrumentos tecnológicos que lhe permitam avançar nas suas iniciativas, nos seus inventos.”

Recompensa

Promovido pela Anprotec, em parceria com o Sebrae, o Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador reconhece e divulga projetos, incubadoras de empresas, parques tecnológicos e empresas graduadas e incubadas, que, por meio de suas ações, serviços e produtos, fortalecem o movimento.

A condecoração tem apoio do MCTI e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e da Finep/MCTI.

Durante o evento, empresas e instituições receberam troféus, certificados, prêmios em dinheiro e viagens para estudos e negócios. A lista de premiados inclui representantes de cidades como Florianópolis, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Santa Rita do Sapucaí (MG) e São Leopoldo (RS).


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