Oi fecha acordo de exclusividade para negociar venda da PT Portugal à Altice

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A operadora Oi celebrou um contrato de exclusividade com o grupo europeu de telecomunicações Altice por um período de até 90 dias para negociação dos termos finais da venda dos ativos da Portugal Telecom SGPS (PT Portugal), avança a Reuters. Segundo um trabalho desta agência, a companhia brasileira informou que a proposta da Altice considera um

A operadora Oi celebrou um contrato de exclusividade com o grupo europeu de telecomunicações Altice por um período de até 90 dias para negociação dos termos finais da venda dos ativos da Portugal Telecom SGPS (PT Portugal), avança a Reuters.

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Segundo um trabalho desta agência, a companhia brasileira informou que a proposta da Altice considera um valor de empresa de 7,4 bilhões de euros (9,2 bilhões de dólares), excluindo caixa e dívida, e inclui um pagamento diferido de 500 milhões de euros relacionado à geração futura de receita da PT Portugal.

Os dois lados vão levar três semanas para finalizar a aquisição e completar a diligência contábil.

A Altice bateu uma oferta rival dos fundos de private equity Apax e Bain, e agora irá adicionar outro país ao seu portfólio de empresas de serviços móveis e a cabo na França, Israel e República Dominicana, entre outros.

Controlada pelo bilionário empresário franco-israelense Patrick Drahi, a Altice completou sua aquisição de maior porte na última quinta-feira através da compra pela sua subsidiária francesa Numericable, de serviços a cabo, da operadora de telefonia móvel SFR.

O acordo com a Oi marca o desenrolar efetivo da malfadada fusão com a Portugal Telecom, que foi fundamentalmente afetada após o lado português perder centenas de milhões de euros no escândalo bancário da família Espírito Santo no país.

A Altice já possui duas empresas a cabo de pequeno porte em Portugal. A compra da PT Portugal, antigo monopólio estatal, irá posicioná-la em um posto privilegiado para competir com Vodafone e Optimus. A companhia vai usar caixa e novas dívidas para financiar a oferta.

A venda dos ativos portugueses da Oi também poderá fazer avançar a debatida consolidação móvel no Brasil, onde a Oi é a maior provedora de telefonia fixa e terceira maior em telefonia móvel.

A Oi tem trabalhado em um plano para se juntar a rivais para comprar e, em seguida, repartir a TIM Participações, segunda maior operadora móvel do país.

Mas a Oi precisa vender alguns ativos para reduzir o peso da sua dívida, atualmente em cerca de 46 bilhões de reais, e ganhar musculatura financeira para participar da oferta pela TIM, que é controlada pela Telecom Italia.

Uma fonte com conhecimento direto da situação disse à Reuters no mês passado que Oi, Telefónica e América Móvil – as duas últimas donas da Vivo e da Claro, respectivamente, no Brasil – vão fazer uma oferta de 32 bilhões de reais pela TIM, para depois dividir o negócio entre si.

A oferta poderá ser apresentada dias após o acordo envolvendo a Portugal Telecom ser confirmado, disseram analistas e profissionais do mercado financeiro.

Segundo a Oi, não fazem parte da proposta da Altice os investimentos da PT Portugal na Africatel e Timor Telecom, o endividamento da PT Portugal e os investimentos na Rio Forte Investments.

 


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