Telecom Italia não tem pressa em relação à Oi

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A Telecom Italia concluiu que não deve fazer um esperado movimento na consolidação do mercado brasileiro, onde controla a segunda maior operadora de telefonia móvel, até que arrefeça uma turbulência corporativa envolvendo a possível parceira Oi, segundo fontes familiarizadas com o assunto citadas pela Reuters num alargado trabalho. A Oi também precisa reduzir sua dívida

A Telecom Italia concluiu que não deve fazer um esperado movimento na consolidação do mercado brasileiro, onde controla a segunda maior operadora de telefonia móvel, até que arrefeça uma turbulência corporativa envolvendo a possível parceira Oi, segundo fontes familiarizadas com o assunto citadas pela Reuters num alargado trabalho.

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A Oi também precisa reduzir sua dívida e custos antes de a Telecom Italia fazer uma investida, disse uma das fontes.

O Conselho de Administração da Telecom Italia pediu ao presidente-executivo, Marco Patuano, no mês passado, que examinasse a viabilidade de uma associação entre sua subsidiária no país, a TIM Participações, e a Oi, sem estabelecer um prazo para um retorno.

A Telecom Italia está buscando uma fatia de 51 por cento na companhia combinada, e documentos analisados pelo seu Conselho no mês passado mostraram potenciais sinergias de até 9 bilhões de euros (11 bilhões de dólares) com a operação.

Uma fusão também criaria a maior companhia de telecomunicações operando no maior mercado da América Latina, com uma capitalização de mercado combinada de quase 16 bilhões de dólares, em um momento que os mercados de telefonia fixa e móvel convergem e a concorrência se intensifica.

Respondendo por um quinto dos lucros da Telecom Italia, a TIM é a segunda maior operadora de rede móvel no Brasil, atrás da Vivo, que pertence à Telefónica, mas a empresa carece de uma rede fixa.

Mais cedo neste ano, a Telecom Italia perdeu para a Telefónica a oportunidade de comprar a GVT, que oferta banda larga e TV por assinatura, da Vivendi.

Ao buscar a compra da Oi – dona da maior rede fixa do país, mas a menor das quatro principais operadoras de telefonia móvel – a Telecom Italia também está tentando virar o jogo após a Oi ter revelado planos para estruturar uma oferta conjunta pela TIM em associação com as rivais Vivo e Claro, da América Móvil.

Mas a Oi, lutando com uma dívida de mais de 17 bilhões de dólares, tem outros negócios para resolver antes, conforme busca dissolver sua conturbada fusão com a Portugal Telecom com a venda dos ativos adquiridos, um movimento que foi desafiado pela bilionária empresária angolana Isabel dos Santos com sua oferta pela Portugal Telecom SGPS, principal acionista da Oi.

A Portugal Telecom SGPS anunciou na passada sexta-feira que convocou uma reunião de acionistas para 12 de janeiro para votar sobre o apoio ou não à decisão da Oi de vender o negócio da PT Portugal ao grupo de telecomunicações Altice por 7,4 bilhões de euros.

“(A Telecom Italia) não tem pressa. Eles estão testando o terreno e não vão tomar uma decisão apressada”, afirmou uma das fontes.

Segundo a fonte, a Telecom Italia também disse em recentes reuniões informais com funcionários no Brasil que era provável que apenas fizesse uma oferta pela Oi se o governo desse garantia que as licenças de operação da rival seriam renovadas e algumas obrigações de serviço de alto custo fossem removidas.

No entanto, o processo de obtenção de tais garantias poderia demorar vários meses, disse a fonte.

Uma segunda fonte disse que o sentimento na Telecom Italia era de que qualquer movimento em relação à Oi também deveria esperar a conclusão pela Oi de um plano para fundir suas duas classes de ações em apenas uma, o que pode não acontecer até o final do primeiro trimestre de 2015.

 


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