Yandex quer expandir análise de dados a outros países

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Em virtude da baixa no investimento em publicidade no país, o motor de pesquisa russo Yandex muda de estratégia e pretende ampliar seu negócio de análise de dados a outros países de modo a potenciar a expansão da empresa para lá de suas fronteiras mais próximas. O Yandex pode ser definido como “O Google da Rússia” visto que tem, nesse

Em virtude da baixa no investimento em publicidade no país, o motor de pesquisa russo Yandex muda de estratégia e pretende ampliar seu negócio de análise de dados a outros países de modo a potenciar a expansão da empresa para lá de suas fronteiras mais próximas.

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O Yandex pode ser definido como “O Google da Rússia” visto que tem, nesse país, uma quota de mercado de 60% por cento, sendo parte significativa de suas receitas obtidas através de anúncios de texto, segmento que tem sido muito prejudicado pela recessão económica que aflige a Rússia.

O Yandex, que oferece serviços de correio eletrónico gratuito, mapas e streaming de músicas, tem, desde que entrou na Bolsa de Nova Iorque em 2011, procurado estender seus tentáculos para além da Rússia e dos Estados resultantes da dissolução do Bloco Soviético.

Paralelamente ao seu negócio de pesquisa online, o Yandex tem também apostado em outros segmentos – à semelhança da Google, que hoje é mais uma plataforma de venda de espaço publicitário online do que motor de busca – como o desenvolvimento de ferramentas para ajudar varejistas a preverem tendências de compra dos consumidores.

O Projeto Yandex Data Factory – o braço de análise de dados da empresa – tem escritórios em Moscovo e em Amesterdã e foi concebido para ajudar as empresas (russas e não só) a potenciarem suas vendas, a mitigarem despesas, a preverem tendências de procura e a melhor captarem suas audiências-alvo.

Depois de a Rússia ter sido mergulhada num poço de sansões – lançadas pelos EUA e pela União Europeia no rescaldo dos conflitos na Ucrânia –, o Yandex comunicou um crescimento das vendas na ordem dos 27% a 30% para este ano, o que contrasta com os 37 por cento registados em 2013 e os 44 por cento de 2012.

Este abrandamento é um reflexo direto da recessão que afeta a economia russa e do declínio dos preços do petróleo mas não parece travar as intenções de crescimento dos responsáveis da empresa.


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