Administração da Portugal Telecom teme desvalorização

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Esta é uma das preocupações da administração da empresa portuguesa, caso a fusão com a Oi  venha a ser anulada. A situação da PT está dividindo opiniões: em documentação entregue à CMVM, Menezes Cordeiro defende que a PT deveria avançar para a anulação da fusão com a Oi. Já a administração da PT SGPS, presidida

Esta é uma das preocupações da administração da empresa portuguesa, caso a fusão com a Oi  venha a ser anulada. A situação da PT está dividindo opiniões: em documentação entregue à CMVM, Menezes Cordeiro defende que a PT deveria avançar para a anulação da fusão com a Oi. Já a administração da PT SGPS, presidida por Melo Franco, teme que a empresa desvalorize, caso a fusão entre as duas operadoras não aconteça.

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A hipótese de a Oi avançar para tribunal caso a fusão não se realize também é uma das visões negativas da administração da PT. O receio é que a operadora brasileira acuse a PT de incumprimento contratual, resultando também em desvalorização.

O conselho de administração enviou informação sobre o negócio ao regulador português, que tinha pedido mais esclarecimentos. Este tinha sido, aliás, um dos argumentos para a suspensão da assembleia-geral de acionistas da empresa, que mudou de data, passando a se realizar no dia 22 de janeiro.

No comunicado enviado, que conta com 97 páginas, são explicados tanto os pareceres do Conselho de Administração da PT SGPS como os pareceres da assembleia-geral.

Menezes Cordeiro, presidente da mesa da assembleia-geral, já tinha defendido que, com a venda da PT Portugal à Altice, os contratos entre PT e a Oi ficavam impossibilitados de serem cumpridos. A PT SGPS poderia, assim, ficar na mesma posição que estava antes da conclusão do contrato, ou seja, sendo ainda detentora da PT Portugal.

Mas o Conselho de Administração da PT SGPS demonstra maior preocupação com o futuro da empresa. No comunicado, defende que, mesmo que não seja aprovada a venda na assembleia-geral, isso não quer dizer que a PT Portugal  não “possa vir a ser vendida no futuro”, mantendo-se a incerteza do destino da operadora.

Esta indecisão levaria, de acordo com a administração, a uma influência negativa no património da Oi que acabaria por afetar indiretamente a PT SGPS, que detém uma participação na operadora brasileira.


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