Cabo submarino entre EUA e Brasil ganha investimentos

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O Seabras-1, cabo submarino de última geração que ligará São Paulo a Nova York e representará uma nova via de alta velocidade e baixa latência para interconectar a América Latina ao resto do planeta, teve importantes acontecimentos nos últimos dias. Além de um substancial investimento feito pelo Partners Group, foi fechado acordo com a Tata

O Seabras-1, cabo submarino de última geração que ligará São Paulo a Nova York e representará uma nova via de alta velocidade e baixa latência para interconectar a América Latina ao resto do planeta, teve importantes acontecimentos nos últimos dias. Além de um substancial investimento feito pelo Partners Group, foi fechado acordo com a Tata Communications para venda de uma significativa parcela da capacidade de comunicação do sistema.

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O empreendimento, oeprado pela Seaborn Networks, terá todo o financiamento de capital provido pelo Partners Group. O projeto tem valor total estimado em US$ 500 milhões.

O Seabras-1, que fará conexão direta entre as maiores metrópoles do Brasil e dos EUA, tem largura de banda estimada em 60 Tbps (terabits por segundo).

Pouco depois do acordo com o Partners Group, a Seaborn anunciou a assinatura de contrato com a Tata Communications, gigante indiana das comunicações, que comprou uma parte da enorme capacidade do cabo. Parte da capacidade já havia sido negociada com a Microsoft, no final de 2014.

“A América Latina é uma região-chave entre os emergentes e crescente mercado no cenário mundial. Nosso investimento no Seabras-1 faz parte do plano para melhorar as nossas ofertas para essa região. Com o cabo chegando à nossa estação nos EUA, expandiremos ainda mais nossa rede”, declarou em nota Genius Wong, vice-presidente sênior de Global Network Services da Tata Communications.

A companhia indiana é proprietária da maior rede de fibra submarina do planeta. Hoje, mais de 24% das rotas de Internet do mundo viajam através da rede da Tata Communications, que interconecta rotas em cinco continentes.

O valor do negócio entre Tata e Seaborn não foi revelado.

Com término previsto para os próximos dois anos, o Seabras-1 será o primeiro cabo independente entre Brasil e os EUA, sem vínculo direto com operadoras. Espera-se que ele sirva de modelo para futuros investimentos em telecomunicações.


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