CMVM não vai pedir mais informações sobre PT Portugal

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O regulador do mercado português vai, afinal, aceitar as informações prestadas pela PT SGPS e, de acordo com informação avançada pelo Diário Económico, não irá fazer mais pedidos de esclarecimentos à administração da Portugal Telecom. A CMVM deverá assinalar os pontos que, no seu entender, precisam de mais atenção e incitará os acionistas a pedir

O regulador do mercado português vai, afinal, aceitar as informações prestadas pela PT SGPS e, de acordo com informação avançada pelo Diário Económico, não irá fazer mais pedidos de esclarecimentos à administração da Portugal Telecom.

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A CMVM deverá assinalar os pontos que, no seu entender, precisam de mais atenção e incitará os acionistas a pedir os devidos esclarecimentos para a próxima reunião de acionistas.

Tinha sido noticiado ontem que a CMVM iria pedir mais informação à PT SGPS, nomeadamente sobre a venda da PT Portugal – ponto na ordem de trabalhos da assembleia-geral da quinta-feira – e também sobre a fusão com a operadora brasileira Oi.

A CMVM irá agora passar a bola aos acionistas da empresa, que poderão decidir a venda da PT Portugal à Altice ou suspender novamente a reunião extraordinária, se considerarem que não existe ainda toda a informação necessária para uma decisão consciente.

Esse foi, aliás, o motivo para a suspensão da assembleia-geral de acionistas no dia 12 de janeiro. Tanto o regulador do mercado quanto o presidente da assembleia-geral da PT SGPS consideravam que não havia informação suficiente para a tomada de decisão.

Menezes Cordeiro, presidente da mesa da assembleia, e a CMVM pediam ainda estudos de impacto financeiro para o cenário do fim da fusão entre a PT e a Oi. A CMVM queria que fosse fornecida informação sobre pareceres jurídicos que apoiavam ao fim da fusão e Menezes Cordeiro dizia que certos argumentos jurídicos poderiam reverter a fusão das duas empresas.

Respondendo aos pedidos, a administração da PT SGPS revelou informações sobre o caso e posições sobre a venda da PT Portugal à operadora francesa Altice, onde mostrava preocupação com o futuro da empresa. No entanto, não foram dados os estudos de impacto para o caso do fim da fusão entre PT e Oi.


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