Coinbase abre serviço de troca de Bitcoin legal nos EUA

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Depois de começar 2015 com um financiamento de US$ 75 milhões numa ronda de investimento, a Coinbase anunciou que irá inaugurar o primeiro serviço de troca de Bitcoins aprovado pela lei norte-americana. A empresa disse ao Wall Street Journal que já conseguiu ter aprovação do regulador de mercado em metade dos estados norte-americanos, incluindo zonas

Depois de começar 2015 com um financiamento de US$ 75 milhões numa ronda de investimento, a Coinbase anunciou que irá inaugurar o primeiro serviço de troca de Bitcoins aprovado pela lei norte-americana.

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A empresa disse ao Wall Street Journal que já conseguiu ter aprovação do regulador de mercado em metade dos estados norte-americanos, incluindo zonas importantes como Nova Iorque e a Califórnia.

O estado de Nova Iorque tem vindo a se mostrar como um dos mais críticos ao uso da Bitcoin. Algumas das regras propostas eram que as startups que usassem Bitcoins fornecessem impressões digitais de todos os seus funcionários ao FBI e que dessem informação sobre transações económicas ou situação financeira dos fundadores e empregados ao governo do estado. Também seria obrigatório que as startups fizessem auditorias e testes de segurança, que as startups teriam dificuldade em sustentar. Este tipo de regras ficaram conhecidas como BitLicense e geraram controvérsia.

A Coinbase já presta serviços de câmbio em 19 países, incluindo os Estados Unidos, onde o processo de licenças demorou cinco meses. Só é possível que um usuário consiga usar o serviço dentro dos EUA se o seu registro tenha sido feito num estado com acesso liberado. Este número pode estar prestes a aumentar, já que a empresa já anunciou que tem planos para expansão, bastando ganhar aprovação legal em mais estados.

As trocas feitas através da Coinbase incluem uma porcentagem de 0.25, que serve como comissão para a empresa. Nos primeiros dois meses, a Coinbase tem uma promoção, em que oferece as trocas, ou seja, sem esta comissão.

O CEO da Coinbase também já explicou que quer que a empresa chegue a mais países: serão pelo menos trinta, até ao final deste ano.

A Coinbase pode ter começado por gerar desconfiança, muito por ser a moeda de troca em mercados obscuros, como o Silk Road. No entanto, isso não impediu que fosse aceite como moeda em grandes varejistas do e-commerce ou outros sites, como a Dell, Mozilla ou a Wikipedia.

Até agora, a atuação da Coinbase nos Estados Unidos não era totalmente transparente. Por isso, o anúncio da empresa e aprovação governamental são um ponto importante.


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