Dispositivos móveis são ponto fraco de segurança

Segurança

Uma das maiores operadoras de telecomunicações da Europa, a Deutsche Telekom, afirmou que os dispositivos móveis, como smartphones e tablets, podem ser um dos pontos fracos na batalha contra cyber-criminosos. Já não é novidade que governo e outras organizações se têm debatido com hackers, aumentando de dia para dia as notícias sobre organizações vítimas de

Uma das maiores operadoras de telecomunicações da Europa, a Deutsche Telekom, afirmou que os dispositivos móveis, como smartphones e tablets, podem ser um dos pontos fracos na batalha contra cyber-criminosos.

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Já não é novidade que governo e outras organizações se têm debatido com hackers, aumentando de dia para dia as notícias sobre organizações vítimas de ataques virtuais. Inclusive na Alemanha, onde até a página da chanceler Angela Merkel foi hackeada.

Thomas Tschersich, responsável principal pela segurança informática da operadora, afirmou à Agência Bloomberg, que “com os smartphones mais poderosos, com internet rápida e segurança baixa, está se tornando cada vez mais fácil para os hackers lançaram assaltos de larga escala aos serviços online.”

O processo dos ataques virtuais é relativamente simples: os hackers infetam os computadores com malware e contralam os bots, direcionando uma grande quantidade de tráfego para os servidores ou redes que querem prejudicar. O facto de conseguirem ter ligações mais rápidas, mesmo em casa, está dando aos criminosos uma plataforma para que consigam usar os dispositivos móveis como uma arma.

Num ataque a uma instituição financeira, no ano passado, relatado pela Prolexic Technologies, concluiu-se que os dispositivos móveis tinham sido uma peça importante para o ataque.

A Deutsche Telekom tem registos de notificar cerca de 20 mil clientes na Alemanha, todos os meses, avisando que seus dispositivos móveis foram tornados em bots, virando, portanto, um perigo. A cada hora, as redes da operadora detetam ataques de vários gigabytes.

A empresa consegue monitorar a atividade de tráfego dos clientes, mas precisa de ser feito um acordo explícito entre a operadora e cada cliente, para que possa ser feita a monitoração de rede. Regras para que as operadoras possam prestar este tipo de ajuda já seriam uma boa ideia, como afirmou o responsável da operadora alemã.


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