Realidade aumentada é nova fronteira para Microsoft [com vídeo]

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Durante o anúncio do Windows 10, a Microsoft revelou um projeto que, até então, era guardado a sete chaves e pode mudar a forma como nos relacionamos com a tecnologia. O óculos HoloLens é um produto ousado, que propõe uma nova forma de interação com a tecnologia, integrando o digital ao nosso mundo analógico. Pelo

Durante o anúncio do Windows 10, a Microsoft revelou um projeto que, até então, era guardado a sete chaves e pode mudar a forma como nos relacionamos com a tecnologia. O óculos HoloLens é um produto ousado, que propõe uma nova forma de interação com a tecnologia, integrando o digital ao nosso mundo analógico.

microsoft hololens

Pelo que foi mostrado, o aparelho tem potencial de ser tão transformador como foram os smartphones ao se popularizarem. É uma nova abordagem da tecnologia e da interface dela com o ser humano, de uma forma mais natural.

A grande sacada do HoloLens é a relação com o mundo real. Em vez de substituir a realidade percebida pelo usuário, o que caracteriza a realidade virtual, o HoloLens é um dispositivo de realidade aumentada, que adiciona camadas extras de informação e interatividade sobre o mundo real.

O HoloLens vai muito além do que já foi apresentado com funcionalidade parecida, como o Google Glass. Ele não é apenas uma transparência projetada no campo de visão, mas toda uma plataforma de interatividade.

A mágica fica por conta da tecnologia de sensores embarcada. Sem precisar de nenhum hardware adicional, o HoloLens rastreia com precisão as mãos do usuário e registra os comandos. Para o usuário, o que acontece parece mágica. Mas dentro do aparelho, muito processamento acontece para que se consiga uma experiência fluida.

Além de uma CPU e uma GPU, utilizada para os gráficos de alta definição projetados no campo de visão do usuário, o HoloLens conta com uma HPU, unidade de processamento holográfica. Na verdade, esse é um nome bonito para a unidade lógica que processa em tempo real o fluxo gigantesco de informações dos sensores e “explica” para o software qual a posição do usuário no espaço e quais as correções de perspectiva necessárias para a ilusão holográfica, além de registrar para onde o usuário está olhando e o que suas mãos fazem.

O projeto tem gente de peso por trás. Alex Kipman, o brasileiro responsável pelo Kinect, acessório do Xbox 360 que levou às salas de milhões de pessoas a interface baseada em gestos e controles sem conexão física com os jogos, foi quem apresentou a novidade.

Kipman ganhou moral dentro da Microsoft pois conseguiu, integrando tecnologias já existentes com software de primeira, apresentar um eletrônico de consumo que deu um novo sopro de vida para o Xbox 360, ajudando a faturar muito e capitalizar a divisão de entretenimento de Redmond.

Assim como o HoloLens, o Kinect parecia ficção científica quando foi apresentado. Era plausível,possível, mas até então nenhum jogador de peso havia apresentado uma solução tão bem resolvida. Pelo jeito, o HoloLens segue pelo mesmo caminho.

A possibilidade de usos é praticamente infinita. Do entretenimento simples (foi mostrada até uma versão do popularíssimo jogo Minecraft rodando no sistema) a engenharia e prototipagem, o aparelho pode ser usado em diferentes situações. Na indústria, pode ser utilizado por equipes de campo para receberem instrução avançada em procedimentos complexos, como instalação de novas conexões de comunicação de alta velocidade. Na saúde, uma junta médica, do outro lado do mundo, pode auxiliar um cirurgião a realizar um procedimento sem atrapalhá-lo, fornecendo feedback visual e sugerindo a melhor abordagem. Mecânicos podem enxergar por dentro de motores e deduzir como melhorar a performance das máquinas usando telemetria aplicada a modelos tridimensionais sobrepostos. O céu é o limite.

Ainda sem data de lançamento nem preço, é possível que o público nem chegue a ver essa encarnação do HoloLens nas lojas. Mas é certo que a Microsoft tem um produto matador nas mãos. Se conseguir estimular a criação de aplicações úteis para a plataforma, um novo capítulo na tecnologia pessoal pode estar sendo escrito.


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