Venda da PT Portugal foi aprovada

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A venda da PT Portugal à operadora francesa foi aprovada, numa assembleia-geral com a menor participação desde 2004. Só 44% do capital votou, resultando em 97,8% de votos a favor da venda. Apenas 2,19%  dos votos chumbaram a venda da PT Portugal, ativo da Oi, à operadora francesa Altice, que atua também em Portugal através da

A venda da PT Portugal à operadora francesa foi aprovada, numa assembleia-geral com a menor participação desde 2004. Só 44% do capital votou, resultando em 97,8% de votos a favor da venda.

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Apenas 2,19%  dos votos chumbaram a venda da PT Portugal, ativo da Oi, à operadora francesa Altice, que atua também em Portugal através da Cabovisão e da Oni.

Na retoma da assembleia-geral, que tinha sido suspensa no dia 12 de janeiro, a participação dos acionistas foi menor do que o esperado. Apenas 44% do capital da operadora foi representado, registando a participação mais baixa numa assembleia-geral da empresa portuguesa desde abril de 2004.

A Oi, parte interessada no negócio, foi impedida de votar durante a reunião extraordinária de acionistas, que durou quase cinco horas, para a discussão da venda da PT Portugal por € 7,4 mil milhões. Caso votasse, seria um caso de conflito de interesses.

Para que a venda fosse aprovada, bastariam dois terços do capital darem luz verde, algo que representaria uma percentagem de 29% do capital. Estiveram representados os grandes acionistas, como o Novo Banco, a Ongoing, Controlinveste e Visabeira, que votaram sim em relação à venda. Os investidores institucionais e financeiros da empresa não estiveram presentes na reunião extraordinária.

Agora que a venda foi aprovada, a Oi irá encaixar o total do capital do negócio, já que a PT Portugal é um dos ativos da operadora brasileira desde maio do ano passado. Na prática, os acionistas da PT SGPS não tiram proveito direto deste negócio, mas sim indiretamente, através da valorização da Oi. A participação na operadora brasileira é um dos ativos da Portugal Telecom, assim como a dívida da Rioforte, resultante da aplicação de € 897 milhões na empresa que fazia parte do Grupo Espírito Santo.

Em relação ao futuro, Mello Franco, presidente da PT SGPS demonstrou interesse em entrar na PT Portugal, agora com um novo dono. No entanto, reconheceu também que esta participação está dependente dos interesses dos acionistas e, obviamente, da Altice.

É esperado que o negócio fique concluído antes do final deste primeiro semestre, depois de passar pela aprovação do regulador, só depois sendo feita a liquidação financeira.

Entretanto, as ações da Portugal Telecom e da Oi continuam na escalada de valorização, após um dia histórico para os títulos da empresa portuguesa. Hoje os títulos da Portugal Telecom já subiram 15 por cento, estando a ser negociados a 90 cêntimos na Bolsa de Lisboa.


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