Celular criptografado brasileiro será apresentando no MWC

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O Granitephone é o primeiro smartphone criptografado brasileiro, feito com materiais nacionais, que será apresentado no Mobile World Congress, em Barcelona. O dispositivo estará disponível para empresas e setor público a partir do segundo semestre deste ano. De acordo com informações divulgadas pela empresa que o produz, a Sikur, o Granitephone custará em média de

O Granitephone é o primeiro smartphone criptografado brasileiro, feito com materiais nacionais, que será apresentado no Mobile World Congress, em Barcelona. O dispositivo estará disponível para empresas e setor público a partir do segundo semestre deste ano.

granitephone

De acordo com informações divulgadas pela empresa que o produz, a Sikur, o Granitephone custará em média de US$ 800, permitindo que exista maior proteção nos celulares, numa altura em que os ataques de cibersegurança são um dos temas mais quentes.

A Sikur tem vindo a desenvolver sistemas de criptografia, desde o ano passado, que podem ser instalados em aparelhos iOS, Android e também tablets e PC. A empresa já lançou também dois modelos próprios de celular, sendo que um deles foi homologado pela Anatel.

De acordo com o presidente-executivo da Sikur, a demanda por um maior nível de segurança e confidencialidade tem vindo a crescer nos últimos tempos. Em causa está a divulgação do programa de vigilância global, revelado por Edward Snowden, em 2013. De acordo com a informação acedida, o Brasil seria um dos países também sobre vigilância, a par de outras nações como os EUA, Canadá ou Reino Unido.

Depois da apresentação, está previso que o Granitephone comece a ser entregue em julho. Permitirá comunicações por vídeo, mensagens, compartilhamento de ficheiros, etc, no sistema operacional Android.

O aparelho usará o algoritmo de criptografia RSA de 2.048 bits, que é tido como um dos mais difíceis de descodificar.

A Sikur foi fundada em 2009, por ex-executivos do setor financeiro de Curitiba e, atualmente, está presente também em países como EUA – onde está a sede da empresa -, Emirados Árabes, México, Colômbia e Chile. Mas, a partir de 2016, expandirá sua área de atuação, com a chegada à Europa e à Ásia.

Em 2012 foi comprada pelo grupo Ciberbras, que tem investimentos na área de defesa e segurança cibernética. Um dos principais contratos da Sikur é com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, para que os smartphones usados pelas polícias seja criptografados.


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