Governo norte-americano coloca entregas com drones em pausa

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Uma das primeiras empresas a planejar entregas de encomendas feitas com drones foi a Amazon. Mas esse sonho, tanto para a empresa como para os consumidores, não se irá realizar nos próximos tempos. O governo norte-americano se diz preocupado com  a segurança e implementou que todos os drones devem voar num local onde esteja um

Uma das primeiras empresas a planejar entregas de encomendas feitas com drones foi a Amazon. Mas esse sonho, tanto para a empresa como para os consumidores, não se irá realizar nos próximos tempos. O governo norte-americano se diz preocupado com  a segurança e implementou que todos os drones devem voar num local onde esteja um controlador e nunca em locais com muita gente.

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Até o governo dos Estados Unidos reconhece que esta indústria poderá gerar pelo menos US$ 100 milhões em benefícios para a economia. No entanto, a segurança fala mais alto para o governo de Barack Obama, que faz com que as entregas com os drones fiquem ainda mais longe. Afinal, até os usos mais básicos só estavam previstos para daqui a dois anos.

Michael Huerta, responsável pela U.S Federal Aviation Administration, disse em conferência com os jornalistas que, apesar de os projetos passarem por alterações com esta medida, “esta não é a palavra final, definitivamente.”

Mas nem só a Amazon e outras empresas que precisam de fazer entregas por drone vão ficar limitadas com estas restrições. O governo norte-americano tinha identificado mais áreas onde o uso desses dispositivos era uma mais-valia, como fotografia, agricultura, reforço da lei e atividades de busca e resgate e também inspeção de infraestruturas, como pontes ou antenas de telecomunicações.

Michael Huerta disse também que as entidades envolvidas estão a estudar o assunto, para que seja possível dar mais liberdade às empresas que precisem de usar drones para alavancar seu plano de negócio. Alguns dos pontos revelados, que estão sendo alvo de pesquisa por parte da FAA, são a implementação de dispositivos nos drones que consigam identificar obstáculos ou outros drones, para que se possa evitar choques no ar.

Em 2012, o Congresso norte-americano indicou que seria a FAA, inicialmente só responsável pelas normas de aviação, que regulasse o uso de drones no espaço aéreo do país. Foi dada como meta para finalizar o trabalho o dia 30 de setembro deste ano, algo que o governo já reconheceu que não irá cumprir.

Enquanto isso, várias empresas esperam pelo dia em que seja possível entregar produtos através de drone nos Estados Unidos. Exemplo disso é a Amazon, com seu projeto Prime Air; o Google, com o Project Wing; a FedEx ou a DHL.


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