Positivo lança smartphone octa-core no Brasil

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A Positivo Informática apresentou novos aparelhos para o mercado de smartphones brasileiro. O mais importante, e que deve brigar no segmento médio, é o Positivo Octa, um aparelho com acabamento frontal e traseiro em Gorilla Glass que custa menos de mil Reais. O objetivo da companhia é repetir entre os smartphones, o mesmo desempenho que

A Positivo Informática apresentou novos aparelhos para o mercado de smartphones brasileiro. O mais importante, e que deve brigar no segmento médio, é o Positivo Octa, um aparelho com acabamento frontal e traseiro em Gorilla Glass que custa menos de mil Reais.

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O objetivo da companhia é repetir entre os smartphones, o mesmo desempenho que tem nos PCs. No Brasil, onde tem 16,8% do mercado e na Argentina, onde têm 23% do mercado, a companhia entende que precisa multiplicar rapidamente a parcela do segmento de smartphones, que somam atualmente tímidos 1,5% no Brasil, único mercado onde já comercializa celulares.

Nas palavras do vice-presidente de mobile da companhia, Norberto Maraschin, o Positivo Octa é um “aparelho premium, entre aqueles de nível médio”, também chamados de mid-range. O aparelho tem preço sugerido de R$ 899 e R$ 949, para as versões 8 GB e 16 GB, respectivamente.

Ainda limitado às redes 3G (HSPA+), o Positivo Octa tem câmera traseira de 13 megapixels com flash LED e frontal de 5 megapixels, um atributo importante para o brasileiro, de acordo com Maraschin. “O público no Brasil presa muito por um aparelho com boa câmera para as selfies, além de um sistema que não trava auxiliado pelos oito núcleos que embarcamos no Positivo Octa”, afirma.

Com espessura de 7,9mm, o Positivo Octa tem tela de 5 polegadas IPS HD, 1 GB de RAM, entrada para microSD de até 32 GB, bateria de 2000mAh e duplo SIM.

O processador é a parte mais curiosa do aparelho. Feito pela MediaTek, ele utiliza oito núcleos Cortex-A7 de 32 bits. Apesar de não ter um desempenho monstruoso, é um processador honesto. É importante notar que não são todos os aplicativos que estão preparados para utilizar o poder de múltiplos processadores paralelos, portanto nem sempre a quantidade de núcleos pode ser uma vantagem para aparelhos Android. Mas o MediaTek MT6592 é competente. É o mesmo processador que a Xiaomi usa no Redmi Note, que foi recentemente homologado pela Anatel.

A quantidade de memória RAM, essa sim crucial para uma experiência decente em smartphones Android, é suficiente. Com 1 GB, dá para usar o aparelho em uso diário e rodar em paralelo aplicações corporativas dedicadas ou mesmo em cloud, via browser, sem muito problema.

O Positivo Octa entra em um ringue onde a briga tem sido pesada. O segmento médio é o que tem disputado a atenção dos fabricantes pois é onde a percepção de valor do consumidor é mais sensível. É onde a Motorola vende o Moto G aos montes (é o smartphone mais vendido da história da empresa) e onde a Asus tem feito seu nome no mercado mobile do Brasil com o Zenfone 5. O problema é que ambos os concorrentes custam menos que o Positivo Octa, E estamos falando de um consumidor que pondera seriamente quando a diferença de preço se aproxima dos R$ 100.

O acabamento premium do Octa, em Gorilla Glass pode fazer pender a balança, mas ainda assim um Zenfone de 6 polegadas custa R$ 1000. O Moto G com conectividade 4G custa R$ 900. Agora é acompanhar o mercado e ver se o peso da marca Positivo faz o consumidor escolher o Octa.


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