Sharp continua em queda

Negócios

A Sharp anunciou que, pela terceira vez em quatro anos, terá prejuízo. A empresa japonesa não está conseguindo fazer frente à concorrência, algo que pode ser visto pela queda nas vendas de telas para smartphones. A empresa anunciou que continua em queda, com perdas no último trimestre de 2014. Na terça-feira, a Sharp avisou que

A Sharp anunciou que, pela terceira vez em quatro anos, terá prejuízo. A empresa japonesa não está conseguindo fazer frente à concorrência, algo que pode ser visto pela queda nas vendas de telas para smartphones.

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A empresa anunciou que continua em queda, com perdas no último trimestre de 2014. Na terça-feira, a Sharp avisou que iria repensar sua estratégia, uma vez que espera um prejuízo de US$ 256 milhões para o ano fiscal de 2014. Isto torna-se um golpe para a fabricante de componentes eletrónicos, visto que este valor era sim esperado – mas como uma previsão de lucro.

Os analistas da Thomson Reuters esperavam um lucro de US$ 224 milhões, valor que, de acordo com as informações reveladas pela empresa ficará bem longe da realidade.

As empresas japonesas, como é o caso da Sharp e da Sony, têm tido dificuldade em fazer frente a outros concorrentes asiáticos – como a Samsung e a Huawei – que têm atacado o mercado de consumo com preços competitivos.

Para descansar os investidores, a Sharp esperava reduzir sua dependência do iPhone da Apple, com o aumento das vendas de smartphones da Xiaomi. No entanto, tal parece não ter acontecido, com as margens de receitas a manterem-se baixas. Tanto que, há duas semanas, o CEO da Sharp, Kozo Takahashi, se viu obrigado a anunciar que iria falha as metas feitas aos credores.

A Sharp aumentou sua carteira de clientes de fabricantes dos dispositivos em mais 15%, mas as vendas acabaram por se revelar mais fracas do que o esperado. Assim, o CEO anunciou que irá fazer um novo plano de negócio, com uma viragem na estratégia para 2015-2017, que será revelado algures em maio deste ano.

Com as quedas, a Sharp tem vindo a reduzir seu número de trabalhadores e já saiu de operações que, no fim, acabariam por não se traduzir em lucro, como o projeto de painéis solares na Europa.


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