Xiaomi finalmente mostrará as garras no Brasil

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A empresa chinesa, que ganhou fama pela agressiva política de preços e filosofia de custo-benefício que desafia a lógica tradicional de grandes fabricantes, deu a entender que sua chegada definitiva ao mercado brasileiro está próxima. Os anúncios têm sido feitos através da recém-criada página oficial de Facebook da marca, que já iniciou seu plano de

A empresa chinesa, que ganhou fama pela agressiva política de preços e filosofia de custo-benefício que desafia a lógica tradicional de grandes fabricantes, deu a entender que sua chegada definitiva ao mercado brasileiro está próxima.

xiaomi brasil

Os anúncios têm sido feitos através da recém-criada página oficial de Facebook da marca, que já iniciou seu plano de comunicação, interagindo com os futuros clientes brasileiros. Uma das imagens postadas traz uma selfie do mascote da empresa no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Com escritório estabelecido em São Paulo, que já conta com 10 funcionários, a Xiaomi tem como VP internacional o brasileiro Hugo Barra, um dos responsáveis pela expansão do Android quando trabalhava no Google.

Em dezembro passado, a Anatel deu autorização para as vendas do Redmin Note 4G no Brasil. O aparelho, de 5,5 polegadas, deve vir para brigar no mesmo segmento do Moto G e do Asus ZenFone 5.

A empresa fundada em 2010 e líder de vendas no mercado chinês – só perdendo para Apple a Samsung – vendeu 61,1 milhões de aparelhos em 2014 – alta de 227% comparado aos anos anteriores. A empresa está presente em mercados emergentes como Indonésia, Malásia, Singapura, Filipinas e Índia.

Diferente de outros fabricantes, que dependem de acordos com operadoras e varejistas, a Xiaomi utiliza sua loja online como canal de vendas. Os bons preços, aliados à qualidade dos produtos e entrega garantida, fizeram o consumidor confiar na empresa, fazendo dela uma potência em poucos anos.

Apple chinesa?
A grande imprensa tomou como verdade absoluta a opinião de analistas de que a Xiaomi é a “Apple chinesa” por causa do estilo de seu fundador, Lei Jun, e do design dos aparelhos. Jun realmente pega emprestado de Jobs o figurino – camisa preta e calças jeans – e compartilha da presença de palco do pai da Apple, mas as semelhanças, na verdade, acabam aí.

O design industrial da Xiaomi é simples, direto e afiado. Não tem a aura de desejo da Apple simplesmente porque não existe o tempo de maturação que a cultura do preciosismo de Steve Jobs trouxe. A Xiaomi é muito ousada e ultra eficiente. E diferente da Apple, que pratica grandes margens de lucro, a Xiaomi trabalha no limite, justamente para ganhar em escala e ganhar terreno. É como comparar um leão e um dragão mitológico, não dá.

É uma empresa que entrega produtos honestos, bem feitos, e que tem conquistado uma legião de seguidores justamente por não ter firulas. É acessível, é bonito e funciona. Se é fácil de comprar então, a equação fecha. Na China, eles começaram com smartphones e agora tem tablets, smart TVs e uma pulseira inteligente.

Não é a Apple da China, e nem precisa ser. A Xiaomi é uma startup que está torcendo o modo como a indústria se posiciona e criando uma filosofia própria de trabalho. É mais provável que em 20 anos falemos que determinada empresa é a “Xiaomi do ocidente”, dada a quebra de paradigma que ela representa.


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