Alibaba estreia nos EUA com cloud center

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O primeiro cloud center da Alibaba fora do mercado asiático terá lugar na Califórnia, nos Estados Unidos. A decisão parte de um esforço da empresa em expandir seus serviços globalmente e dar resposta às necessidades das empresas chinesas em território norte-americano. A concorrência nos EUA em serviços de nuvem nos EUA será bastante forte para

O primeiro cloud center da Alibaba fora do mercado asiático terá lugar na Califórnia, nos Estados Unidos. A decisão parte de um esforço da empresa em expandir seus serviços globalmente e dar resposta às necessidades das empresas chinesas em território norte-americano.

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A concorrência nos EUA em serviços de nuvem nos EUA será bastante forte para a Alibaba, já que empresas como a Amazon ou Microsoft têm suas soluções muito bem estabelecidas no território.

No entanto, a estratégia da Alibaba parece ser bastante específica, de acordo com Ethan Yu, responsável pelo departamento de nuvem da empresa, em declarações à agência Reuters. A implementação dos serviços de nuvem será realizada com foco nas empresas chinesas operando nos Estados Unidos e naquelas que querem expandir seus negócios para lá.

Para colocar em prática esta mudança, a Alibaba utilizará a Aliyun, uma divisão criada especificamente para desenvolver estruturas de nuvem, ainda que primeiramente apenas para atividades internas da empresa. No entanto, o sucesso da mesma levou à ampliação de seu alcance, disponibilizando a tecnologia da Aliyun a outras empresas chinesas dentro do país e, agora, para o exterior.

A Aliyun contribui apenas com 1% para as receitas da Alibaba mas sua força estará na inovação tecnológica e não na capacidade de gerar lucros. De acordo com os dados avançados pela Reuters, a Aliyun reúne já 23% do mercado cloud na China, batendo de frente com alguns dos mesmos concorrentes que enfrentará nos EUA.

Apesar de parecer restritiva em um primeiro momento, a estratégia de entrada da Aliyun no mercado norte-americano faz sentido, analisando o panorama global do negócio. Existe um fluxo crescente de investimentos chineses nos EUA, de empresas de médio e grande porte, que dependem de parceiro tecnológicos locais para operar. Ao negociar com uma empresa chinesa, com infraestrutura de rede que interconecta os continentes dedicada e cultura empresarial semelhante, os investidores chineses podem trabalhar com mais tranquilidade.

Outro fator crucial, que fica nas entrelinhas, é a questão da segurança da informação das empresas chinesas operando em território americano. Obrigadas a trabalhar apenas com empresas norte-americanas, as companhias chinesas sempre ficam receosas com a confidencialidade das informações sigilosas que são hospedadas e trafegam pelos serviços de terceiros. Sendo a única opção sino-americana, a Aliyun tem para si um enorme filão inexplorado, pois representa uma opção mais segura, pelo menos na percepção dos gestores de TI das companhias chinesas.


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