EMC propõe acelerar adoção de Big Data com nova plataforma

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A gigante de storage e soluções de TI, EMC, apresentou uma nova plataforma unificada de big data, que segundo a companhia, deve diminuir o tempo de implementação do prazo atual – que gira em torno de seis a nove meses – para apenas uma semana. A cientista chefe e diretora do centro de pesquisas e

A gigante de storage e soluções de TI, EMC, apresentou uma nova plataforma unificada de big data, que segundo a companhia, deve diminuir o tempo de implementação do prazo atual – que gira em torno de seis a nove meses – para apenas uma semana.

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A cientista chefe e diretora do centro de pesquisas e desenvolvimento da EMC no Brasil, Karin Breitman, indica que o conceito de Data Lake (Lago de dados, em tradução literal) é baseado não só no armazenamento de dados e na leitura das informações. “O conceito da nova solução implica em uma nova maneira de tratar observar os dados que as empresas geram e armazenam. Se você cuida de muita informações, em 24 horas, não é possível entender o que toda essa carga significa. Essas informações precisam ser não só geridas, mas também entendidas, traduzidas em uma informação que seja de fato relevante”.

Segundo Karin, a maneira como o Data Lake está se saindo em testes conduzidos pelo centro de pesquisas, “revela a eficiência que a ferramenta pode representar para as empresas que já são clientes da EMC e também para aquelas que se interessam em implementar os sistemas de Big Data em sua estrutura”, complementa.

O laboratório, instalado dentro do parque tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na cidade do Rio, desenvolveu dois, de oito cases que a EMC e mantém sob o modelo de piloto ao redor do planeta.

Um dos projetos testados por cientistas de dados da EMC no Brasil é uma parceria da companhia com a prefeitura do Rio de Janeiro, na intenção de mapear a infraestrutura da capital fluminense e transformá-la em uma cidade inteligente, como conta o diretor de soluções de gerenciamento para os clientes da empresa na América Latina, Guilherme Bujes. “A cidade do Rio está em obras por conta da preparação para os jogos olímpicos de 2016 e por isso escolhemos dois setores para utilizar o Data Lake: Saúde e transportes”, explica.

Segundo ele, no primeiro caso são mapeados os hospitais municipais para que a lotação das unidades seja administrada de modo inteligente e no segundo caso, os ônibus da metrópole são conectados via GPS para uma monitoria da situação do trânsito na cidade e fornecimento adequado de coletivos em cada quadrante da cidade.

Além do primeiro caso, Bujes afirma também que os sistemas de Big Data da companhia também estão mapeando motores rotativos como turbinas de aviões e de usinas hidrelétricas e sucroalcooleiras. “A plataforma consegue captar informações de 200 sensores que um motor rotativo pode ter e analisa de forma preditiva, qual a situação estrutural dessa instalação”.

Segundo a cientista chefe, Karin Breitman, a aplicação pode gerar economia aos setores de aviação comercial, produção de álcool e de qualquer utilização dos motores industriais, já que os sistemas preditivos avaliam a hora correta de trocas óleo, engrenagens e componentes. “Se o sistema manda a informação para a manutenção no tempo correto, você não troca uma peça antes do necessário, desperdiçando dinheiro e ao mesmo tempo evita acidentes ou paralisações de estruturas, por conta de avarias ou danos imprevistos”, conclui.

A integração dos serviços prevista pela EMC, será fornecida aos clientes por meio do trabalho conjuntos de empresas adquiridas como a Pivotal, de soluções em big data e a gigante VMWare, fornecedora de serviços em nuvem. Justamente por conta da união de esforços é que a companhia aponta para um conceito de “federação de empresas”, sinalizando assim que não deve absorver as marcas dessas e de outras companhias adquiridas como a RSA, de segurança virtual e a jovem VCE, fundada em 2009 e que fornece hardware de alta performance para aplicações críticas.

O potencial dos negócios que devem ser gerado pela plataforma Data Lake é inspirado em números sólidos à respeito do total de dispositivos de internet das coisas, que deverão existir até 2020. Segundo projeção de consultorias globais como a IDC, o Gartner Group e o Frost & Sullivan, o mundo terá 20 bilhões, 50 bilhões e até 100 bilhões de dispositivos conectados, respectivamente, em até cinco anos.


*O repórter viajou ao Rio de Janeiro à convite da EMC²


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