Estudo: usuários mudam hábitos para evitar ciberespionagem

Segurança

Cerca de 30% dos usuários adultos norte-americanos já procuraram esconder suas informações pessoais do olhar perscrutador das entidades governamentais. De acordo com um estudo do Pew Research Center, as revelações de Snowden levaram muitos navegadores digitais a tentar proteger-se das operações de monitorização de comunicações das agências de espionagem do governo. O estudo revela que cerca

Cerca de 30% dos usuários adultos norte-americanos já procuraram esconder suas informações pessoais do olhar perscrutador das entidades governamentais. De acordo com um estudo do Pew Research Center, as revelações de Snowden levaram muitos navegadores digitais a tentar proteger-se das operações de monitorização de comunicações das agências de espionagem do governo.

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O estudo revela que cerca de 22% dos inquiridos revelou ter adotado novas plataformas tecnológicas depois de o delator Edward Snowden ter divulgado publicamente documentos, supostamente secretos, que delineavam os programas e operações de espionagem de comunicações levados a cabo pela Agência Nacional de Segurança, a infame NSA.

Lee Rainie, diretor de investigação do Pew Research Center para as áreas da Internet, Ciência e Tecnologia, disse que foram registradas mudanças nos hábitos digitais dos usuários, que procuram evitar os radares incansáveis das agências de espionagem, que, sob premissas de manutenção da segurança nacional, quebram as barreiras da privacidade.

Entre os 87% de americanos que têm conhecimento das revelações de Snowden, 17% alteraram suas configurações de privacidade nas redes sociais, para evitar ser alvo de espionagem eletrónica, embora o melhor dos espiões consiga atingir sua vítima até no escuro.

Apesar de 57% dos envolvidos no inquérito ter demonstrado indignação face às atividades de espionagem e monitorização de comunicações dos cidadãos americanos, quatro em cada cinco afirmou que estes programas são aceitáveis se suportarem operações anti-terrorismo.

Por seu lado, cerca de 60% dos inquiridos considera que as comunicações dos líderes políticos, americanos e outros, devem ser monitoradas.

Denota-se, então, que existe ainda alguma ambiguidade face à monitorização das comunicações, sendo que as opiniões divergem no que diz respeito à legitimidade destas operações e à utilização dos dados e informações recolhidos. A indignação é tangível, mas parece que muitos acreditam que aqueles que se encontram no topo da pirâmide devem ser sujeitos a esta monitorização, o que revela algum descrédito face aos que controlam o destino dos países.


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