Filial brasileira da Samsung é multada por assédio moral

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A Samsung do Brasil terá que pagar R$ 10 milhões como compensação por incidentes de assédio moral que teriam ocorrido em sua sede, em São Paulo. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, foram feitas denúncias de castigos, ofensas pessoais, cobrança de metas abusivas e jornadas de trabalho exaustivas. Foi acordado, por meio de

A Samsung do Brasil terá que pagar R$ 10 milhões como compensação por incidentes de assédio moral que teriam ocorrido em sua sede, em São Paulo. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, foram feitas denúncias de castigos, ofensas pessoais, cobrança de metas abusivas e jornadas de trabalho exaustivas.

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Foi acordado, por meio de termo de ajuste de conduta (TAC), que a Samsung use metade da quantia na criação e divulgação de peças publicitárias para em uma campanha contra o assédio moral a ser veiculada em rádio, revistas e televisão a partir de Abril. O restante do dinheiro deve ser doado a instituições de caridade selecionadas pelo Ministério Público do Trabalho.

Oficialmente, a empresa nega o abuso, e declarou que “a assinatura do documento não implica em reconhecimento de assédio moral individual a quem quer que seja”. De acordo com a companhia, são realizadas investigações internas e mantidos abertos canais de denúncia, “com o objetivo de garantir elevados padrões de conformidade, em todas as nossas unidades”.

O MPT-SP determinou que, caso o acordo não seja cumprido, será aplicada multa adicional de R$ 5 milhões. O mesmo montante será cobrado caso as instituições de caridade não receberem a doação, que tem o objetivo de promover reversão social do dano moral.

Caso a prática não seja coibida, com ocasionais ocorrências futuras relatadas ao Ministério Público do Trabalho, a Samsung pode ser penalizada por R$ 50 mil por funcionário atingido.


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