Finep é instituição-chave para desafio da inovação

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Aldo Rebelo deu ontem posse ao novo presidente da entidade, Luis Fernandes, que destacou o apoio do ministro para seguir rumo à inovação e competitividade. Atender a toda a cadeia da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil, ao conciliar produção e inovação e contribuir para a maior inserção do País no mercado competitivo global,

Aldo Rebelo deu ontem posse ao novo presidente da entidade, Luis Fernandes, que destacou o apoio do ministro para seguir rumo à inovação e competitividade.

23.03 - Posse do novo presidente da Finep

Atender a toda a cadeia da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil, ao conciliar produção e inovação e contribuir para a maior inserção do País no mercado competitivo global, é um dos desafios da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), avaliou, ontem, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, durante a cerimônia em que deu posse ao novo presidente da entidade, Luis Manuel Rebelo Fernandes.

“A Finep é a instituição-chave no enfrentamento desse desafio de atender a toda a cadeia que reúne a CT&I, combinando desde a produção da ciência básica até a inovação de um novo processo ou produto que fortaleça a competitividade das nossas empresas”, afirmou Aldo.

Fernandes sucede Glauco Arbix, que desde 2011 estava à frente da Finep – agência vinculada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI). Para o novo presidente, “a Finep é única, porque consegue agregar e integrar instrumentos e programas em todas as cadeias, desde a infraestrutura de pesquisa básica nas universidades até as iniciativas de apoio a empresas inovadoras”.

O ministro lembrou que o Brasil ocupa hoje a sétima posição na economia mundial e é “incompatível” que o País não acompanhe as principais economias do mundo em investimento em CT&I e produção de patentes. “A Finep, ao lado do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico], tem a função de galgar os caminhos que nos levam o conhecimento cientifico, da mais nova tecnologia e do esforço da inovação”, disse.

Nesse sentido, ele destacou que reconstituir os recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e incluir a CT&I na regulamentação do fundo social do pré-sal são medidas “fundamentais” para impulsionar o setor no Brasil. “Nós devemos aproveitar este momento para conceber uma plataforma de reconstrução das fontes da Finep e do MCTI e reconstituição das perdas do FNDCT. Perdemos recursos da fonte petróleo, que não foram repostos na regulamentação do fundo social do pré-sal, mas estamos trabalhando para apresentar uma proposta de participação na regulamentação dos 50% restantes desse fundo”, afirmou Aldo.

Crescimento e competitividade

Em seu discurso, Fernandes ressaltou que os ajustes a serem feitos na direção da Finep visam “reestabelecer o equilíbrio necessário para que o Brasil possa retomar o caminho do crescimento. Nosso principal desafio é o de tornar o investimento governamental em pesquisa e desenvolvimento [P&D] mais eficiente e eficaz na promoção e alavancagem de investimentos empresarias em inovação”.

Segundo ele, a Finep está sendo chamada a desempenhar um “papel crucial no enfrentamento de um desafio crítico” para o desempenho do Brasil, que é transformar o País por meio da inovação. “Com o apoio do ministro Aldo Rebelo poderemos ter sucesso nos desafios que devemos enfrentar”, observou.

Glauco Arbix, fazendo um balanço de sua atuação no comando da entidade, destacou algumas ações, a exemplo do Plano Inova Empresa e o Programa Nacional Plataforma do Conhecimento (PNPC). “Dois programas relevantes, que integram, e não separam, ciência básica com tecnologia e inovação. Mostramos para o País que uma instituição pública é capaz de oferecer serviços de qualidade com agilidade”, disse.

A cerimônia de posse foi realizada no auditório do centro de convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), localizada no Centro da capital fluminense.

Graduado em Relações Internacionais pela Georgetown University (Estados Unidos), Fernandes tem mestrado e doutorado em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Sua atividade de pesquisa concentra-se em temas de economia política das relações internacionais; com destaque para os desafios da inovação e do desenvolvimento na Era do Conhecimento.

Entre 1999 e 2002, foi diretor Científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). No então Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), exerceu a função de secretário executivo por duas vezes: de 1999 a 2002 e de 2004 a 2007. Em seguida, presidiu a Finep até 2011.


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