UOLDIVEO quer ser referência no mercado brasileiro [entrevista]

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Com um amplo leque de ofertas, que vão da completa terceirização dos serviços de TI, passam pela consultoria especializada e elaboração de projetos personalizados para clientes de grande porte até soluções de baixo custo, que podem ser montadas pelo próprio cliente, que paga de acordo com sua necessidade, o UOLDIVEO tem se destacado no mercado

Com um amplo leque de ofertas, que vão da completa terceirização dos serviços de TI, passam pela consultoria especializada e elaboração de projetos personalizados para clientes de grande porte até soluções de baixo custo, que podem ser montadas pelo próprio cliente, que paga de acordo com sua necessidade, o UOLDIVEO tem se destacado no mercado ao oferecer uma concorrência real às gigantes internacionais do mercado de cloud e data center. O próximo passo para a empresa é se posicionar como referência no Brasil, expandindo sua participação no segmento.

Eduardo Maldonado uoldiveo

Eduardo Maldonado, CTO do UOLDIVEO falou à B!T sobre a presença da empresa no SAP Forum 2015, as soluções da companhia aplicadas à cloud computing e de como é possível otimizar a rotina e operações de empresas de forma econômica, com soluções sob medida para cada tipo de negócio.

BIT: O que o UOLDIVEO trouxe para o 2015?
Eduardo Maldonado: Trouxe a consolidação do que a gente começou a oferecer no SAP Forum 2014. A gente tem uma plataforma consagrada e robusta de cloud computing, que casa bem com a SAP. Ela foi construída originalmente para cargas de missão crítica e, começamos a utilizar, inclusive usando cases dos parceiros que ajudaram a construir essa plataforma, percebemos que a necessidade de SAP era muito, muito forte. Desde o lançamento do produto, no último SAP Forum, conseguimos mais de 50 clientes, usando essa plataforma de missão crítica, temos ganhos de performance-custo para todos os clientes e para o UOL de forma contundente, pelo menos em cada cliente temos redução de 30% do custo base que esse cliente ou nós mesmo teríamos ao usar arquitetura padrão de execução da SAP, o cloud realmente funciona, é estável e seguro o suficiente para que todo o mundo que use o SAP em cima dele.

BIT: Como ele se aplica à soluções SAP? Como isso se apresenta para o empresário que precisa dessas soluções?
Eduardo Maldonado: Ajudamos desde a consultoria inicial até a gestão total de infraestrutura. Desde a primeira fase, em que não se sabe bem o que se precisa, até à fase em que tudo já está implantado, podemos auxiliar em tudo. Temos ainda uma rede de parceiros que estão intrinsecamente ligados à UOLDIVEO, sempre que precisar fazer o desenvolvimento e manutenção dos códigos para plataforma SAP. Basicamente, conseguimos trabalhar o escopo inteiro de SAP para qualquer necessidade, não só desenvolvendo internamente, como por meio de uma rede de parceiros extremamente capacitados para acompanhar o projeto de fim a fim.

BIT: Isso simplifica bastante a operação para quem não tem uma equipe completa de TI, não?

Eduardo Maldonado: Com certeza, temos equipes capacitadas que conseguem trabalhar em ambientes compartilhados, ou mesmo gerenciando plataformas que podem ser 100% dedicadas para cada cliente. Isso não só diminui o custo para os clientes como garante um alto nível de capacitação profissional, atendendo aos pedidos que ele, muito maior do que ele teria se contratasse diretamente.

BIT: Existe tamanho mínimo ou máximo para contratação com vocês?
Eduardo Maldonado: Tamanho mínimo ou máximo depende do que for conversado. A ideia é que o clienta traga sua necessidade para mensurarmos juntos. Tratando-se de SAP, os tamanhos são heterogêneos. Por isso é possível ir do desde o muito pequeno, que só cria ambiente para rodar testes no cloud, que tem a operação on premise, mas quer economizar em ambiente de teste. Aí montamos, gerenciamos e fazemos até a transição para o ambiente de produção. E temos ambientes inteiros, como o UOL, por exemplo.

BIT: Para algumas empresas, essa transição do HANA tradicional para o S/4 pode ser traumática. Vocês preparam as empresas para essa mudança?
Eduardo Maldonado: Temos a experiência de ter feito para nós mesmos e para mais alguns clientes grandes. Essa transição para o HANA, realmente é um novo mundo, um novo paradigma, a história de tudo em memória muda a forma como você opera e, sim, temos experiência, já fizemos, e estamos prontos para ajudar qualquer cliente que tenha essa mesma necessidade.

BIT: Você mencionou tudo em memória, o S/4 HANA roda assim. Isso demanda um investimento considerável para quem quer rodar dentro de casa. Rodando com vocês esse tipo de preocupação não acontece, não é?
Eduardo Maldonado: Depende de como precisa ser a plataforma. Se formos pensar que a plataforma de produção é um hardware todo homologado pela SAP, o ambiente de produção vai ter os custos normais de um hardware como esse. O que podemos fazer é transformar tudo isso numa mensalidade, a um custo menor do que seria comprar, porque compramos em volume de todos esses fabricantes. Com essa possibilidade você já ganha economia de escala. Do outro lado, o que costumamos fazer para HANA é que, todos os ambientes de teste, desenvolvimento, mesmo o HANA, não rodamos em máquina física, fazemos em cima do cloud.

BIT: E que vantagem rodar nesse ambiente o usuário tem?
Eduardo Maldonado: Dado nosso modelo de tarifação de cloud, em se paga exclusivamente a partir do uso, se você está em teste você não está fazendo QA. Se está fazendo os dois, sua equipe de desenvolvimento parou. Isso implica que, entre um e outro, você paga perto do que seria um ambiente único em cima dessa cloud. Isso é uma economia de escala absurda se pensarmos que o padrão é ter um ambiente físico para teste, um ambiente físico para desenvolvimento e um ambiente físico para homologação, que leva a um ambiente físico para produção. Quebramos isso, não usamos mais com nossos clientes. É tudo em um ambiente só, e assim que enxergamos como montar uma estrutura de verdade e enxuta para rodar SAP.

BIT: É possível mudar para o S/4 sem todo o impacto de custos que teria essa atualização?

Eduardo Maldonado: É possível mudar com um impacto de custo absurdamente menor do que teria se você for pensar que teria de seguir todas as arquiteturas, que é o padrão que se usa na infraestrutura SAP. Realmente é muito, muito mais barato.


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