Ano começa com prejuízo de R$2 bi da Claro Participações

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A Claro Telecom Participações, companhia pelas operações de telefonia móvel da Claro, telefonia e internet fixa, além de TV por assinatura da NET e serviços de telecomunicações e TI corporativos da Embratel, registrou prejuízo de aproximadamente R$ 2,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado reverte um resultado positivo que havia sido obtido um

A Claro Telecom Participações, companhia pelas operações de telefonia móvel da Claro, telefonia e internet fixa, além de TV por assinatura da NET e serviços de telecomunicações e TI corporativos da Embratel, registrou prejuízo de aproximadamente R$ 2,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

Claro e América Móvil

O resultado reverte um resultado positivo que havia sido obtido um ano antes, quando a organização do grupo formado pelas três marcas ainda não havia sido constituído, o que ocorreu somente no final do último ano. Controlada indiretamente pela gigante mexicana, América Móvil, a holding informou que no primeiro trimestre do ano passado os resultados combinados das três empresas haviam gerado lucro líquido de R$ 345 milhões.

O prejuízo foi divulgado em conjunto com um resultado de faturamento negativo em cerca de R$ 3,5 bilhões. Considerando as operações das três companhias – Embratel, NET e Claro – se no mesmo período de 2014 a empresa já existisse organizado como é hoje, analistas avaliam que o resultado financeiro no primeiro trimestre de 2014 teria sido negativo em “apenas” R$ 116 milhões.

Um dos destaques negativos para o resultado ruim do começo de 2015 é a queda significativa nos minutos utilizados pelos clientes da operação móvel. O número passou de 122 minutos por usuário, no primeiro trimestre de 2014 para 81 no primeiro trimestre deste ano, ou seja, uma queda de 33,7%. Também caiu a receita média por usuário no segmento móvel, para R$ 13 ante R$ 15, alcançados no mesmo período do ano passado.

As receitas no Brasil estão, lentamente, se aproximando das receitas registradas pelo grupo América Móvil no México, maior mercado da gigante e onde ela opera sob o chapéu da popular marca, Telmex. Lá, a receita registrada no primeiro trimestre foi US$ 4,3 bilhões (R$ 12,7 bilhões).

Ainda que o resultado no México tenha sido positivo, a tendência é de queda nos números daquele país, onde houve uma contração de quase 2% nas receitas locais, na comparação entre 2014 e 2015. Todos os mercados apresentaram queda para o grupo América Móvil em seu país de origem, desde telefonia fixa, até TV por assinatura, passando pelas comunicações móveis. A base de assinantes móveis praticamente se igualou na comparação entre Brasil e México no primeiro trimestre, alcançando os 72 milhões de usuários em cada uma das regiões. Em todos os mercado em que atua, as receitas do grupo foram de US$ 14 bilhões (R$ 42 bilhões) no primeiro trimestre do ano, um aumento de 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com o saldo positivo baixo, abaixo dos 4% o grupo América Móvil indicou ainda estar aberto à venda de ativos no México, um movimento que indica a clara preparação para a entrada da norte-americana AT&T no mercado mexicano.

A América Móvil indicou em julho passado que venderia uma parte de ativos no país para reduzir participação de mercado e evitar pesadas novas medidas impostas por uma nova regulação. O plano original, no entanto, foi adiado desde que a norte-americana comprou a terceira e quarta maiores operadoras móveis do México, o que pode aumentar bastante a competição, que nos EUA posiciona a AT&T apenas na vice-liderança, em uma briga acirrada com a maior operadora estadunidense, a Verizon.


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