Apenas 15% dos brasileiros confiam plenamente nas empresas de cartão

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Um estudo de mercado conduzido pela Fortinet, empresa especializada em soluções de segurança cibernética de alta performance, revelou que a maioria dos consumidores em toda a América Latina (76%) está atualmente mais insegura quanto a ter suas informações pessoais roubadas por uma violação de dados, quando comparados há um ano. Apesar da maior apreensão do

Um estudo de mercado conduzido pela Fortinet, empresa especializada em soluções de segurança cibernética de alta performance, revelou que a maioria dos consumidores em toda a América Latina (76%) está atualmente mais insegura quanto a ter suas informações pessoais roubadas por uma violação de dados, quando comparados há um ano.

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Apesar da maior apreensão do consumidor, a pesquisa também apontou que as pessoas não estão tomando as precauções necessárias para proteger suas informações pessoais. Quando perguntado quais medidas eles estão implementando para melhor proteger suas informações online, a maioria (81%) dos entrevistados latino-americanos disse ter implementado senhas mais fortes como as principais melhorias de segurança, mas ignora o resto das opções mais eficazes, tais como “autenticação de dois fatores” e “utilização de serviço de gerenciamento de senha”.

No Brasil, em particular, os consumidores mostraram pouca confiança nas instituições para proteger informações pessoais. Em uma escala de 1 a 5, sendo 1 = completamente confiável e 5 = nada confiável, os consumidores foram questionados o quanto eles confiavam em vários provedores comerciais e outras instituições para proteger suas informações. A pesquisa constatou:

  • Apenas 25% dos consumidores confiam plenamente em seus médicos.
  • Apenas 23% confiam plenamente em seus bancos pessoais.
  • Apenas 10% confiam plenamente em seus prestadores de convênio médico.
  • Apenas 15% confiam completamente em suas empresas de cartão de crédito.
  • Apenas 14% confiam plenamente em seus empregadores.
  • E apenas 6% confiam completamente em varejistas.

 

“O fato de 64% dos consumidores pesquisadosna América Latina terem afirmado que não estariam dispostos a fazer negócios com empresas que tiveram violações/vazamento de dados deixa claro que eles esperam que as organizações tomem medidas adicionais para proteger suas informações para que eles não precisem fazê-lo”, disse Pedro Paixão, vice-presidente de vendas internacionais para Fortinet na América Latina. “Se os consumidores não estão tomando as medidas necessárias para proteger os seus dispositivos e dados pessoais, é improvável que eles estejam fazendo isso no trabalho, aumentando assim a possibilidade de uma violação. É por isso que o nosso objetivo é fornecer aos nossos clientes as soluções mais rápidas e mais seguras da indústria, que vão muito além da segurança tradicional.”

De acordo com a Fotrinet, o número de violações de dados está aumentando em todo o mundo, afetando os consumidores em diversos mercados, desde o varejista ao bancário. Ataques nesses setores têm sido amplamente divulgados, mas outros deles também têm testemunhado um aumento em crimes cibernéticos. Muitos desses ataques foram iniciados por hackers sofisticados que procuram maneiras de burlar as defesas de perímetro por meio  de dispositivos comprometidos, enquanto outros podem ter se originado a partir de dentro da rede graças a funcionários desavisados ou parceiros que atuam sem intenção maliciosa. O problema também está no consumidor. Brasileiros estão usando uma variedade cada vez maior de canais e dispositivos de mídia social, mesmo que não estejam confiantes quanto à segurança das  informações neles inseridas. A pesquisa constatou que:

 

  • 54% dos consumidores não estão confiantes de que suas informações pessoais estão seguras ao utilizar meios de comunicação social.
  • 62% dos consumidores acreditam que o seu computador pessoal (desktop ou laptop, por exemplo) representa o maior risco de vazamento de dados.
  • 22% dos consumidores acreditam que smartphones representam o maior risco.
  • Apenas 2% cogitam a possibilidade de ameaças em dispositivos como Smart TVs ou sistemas de videogame, mostrando que os consumidores brasileiros ainda não estão bem informados sobre as questões de segurança em torno da chamada Internet das Coisas.

 

“Os consumidores estão mais preocupados do que nunca em terem informações pessoais comprometidas por uma falha de dados, no entanto, não estão mudando seu comportamento”, disse Derek Manky, estrategista sênior de segurança do FortiGuard Labs, da Fortinet. “O cenário de ameaças em evolução torna-se mais importante do que nunca para as empresas repensarem suas abordagens para a segurança de dados. Eles precisam de um parceiro de segurança que possa protegê-los de ameaças, não importa o tipo ou origem, tanto hoje como no futuro”.

 

O levantamento para a pesquisa sobre a confiança do consumidor na segurança cibernética foi conduzido pela GMI, uma divisão da Lightspeed Research, fornecedor líder de soluções baseadas em tecnologia e respostas on-line para pesquisa de mercado global. A pesquisa coletou mais de 5.000 respostas de consumidores de toda a região da América Latina durante o mês de abril de 2015.


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