Coreia do Sul liga códigos de ataque à vizinha do Norte

Segurança

Um ataque digital que derrubou os sistemas de diversos bancos, meios de comunicação, além dos computadores que controlam centrais nucleares na Coreia do Sul, em 23 de dezembro de 2013, agora pode ser atribuído ao governo de Kim Jong-un. As informações, noticiadas pela rede CNN, dão conta de que pesquisadores de Seul conseguiram reunir provas

Um ataque digital que derrubou os sistemas de diversos bancos, meios de comunicação, além dos computadores que controlam centrais nucleares na Coreia do Sul, em 23 de dezembro de 2013, agora pode ser atribuído ao governo de Kim Jong-un.

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As informações, noticiadas pela rede CNN, dão conta de que pesquisadores de Seul conseguiram reunir provas da origem dos ataques, ligados diretamente à rival comunista.

O ataque de 2013, que ficou conhecido como “Dark Seoul” (Seul escura, em inglês) paralisou um total estimado em mais de 48 mil computadores instalados em grandes bancos, empresas de radiodifusão, interrompendo o funcionamento normal dos sistemas de rede e limpando todas as informações armazenados nos discos rígidos das máquinas.

“O ataque tentou deliberadamente excluir todos os arquivos dos discos e em seguida, reiniciou os sistemas. Quando analisado, os discos revelariam que nenhum dado havia sobrado”, afirmou o perito forense em crimes digitais, Joshua James, à emissora de notícias.

Durante a invasão, imagens de emissoras locais registraram em várias cidades correntistas que não conseguiam efetuar movimentações bancárias e fazer saques em agências, ou realizar transferências de dinheiro via internet banking.

A maior preocupação das autoridades sul-coreanas foi com a tentativa de roubo desses dados, algo muito mais prejudicial do que a simples limpeza das informações. Apesar disso, os investigadores indicaram que nenhum dado crítico como informações pessoais de clientes dos bancos, ou dados sensíveis com plantas nucleares, com detalhes estruturais foi roubado.

Com isso, o ataque levantou sérias preocupações e deixou o governo alerta à respeito da segurança das 23 usinas nucleares que o país utiliza para geração e fornecimento de energia elétrica.

A reunião de provas ocorreu quando o governo da Coreia do Sul rastreou em meados de março alguns dos endereços IP usados no ataque e que remetiam à província chinesa de Shenyang. A rede local pode ter sido facilmente invadida pela Coreia do Norte especialmente para a realização do ataque, graças à sua localização, já que o povoado fica muito próximo à fronteia com o vizinho do Norte.

Entidades da Coreia do Sul entendem que ainda não é suficiente o esforço governamental aplicado na defesa contra ataques cibernéticos. Um relatório do Instituto Coreano de Economia, Indústria e Comércio, um laboratório de pesquisa e desenvolvimento financiado pelo governo estatal, estima que o ataque de 2013 causou cerca de US$ 820,000 mil em danos. O mesmo relatório, publicado em 2014, também prevê que até 2020, a Coreia do Sul poderá estar vulnerável a ataques hackers, com potencial de US$ 25 bilhões em prejuízos financeiros.


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