Dell aponta para alta nos ataques ao comércio eletrônico

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A Dell anunciou os resultados de seu Relatório Anual de Ameaças, que identificou o surgimento de novos malwares voltados aos equipamentos usados em pontos de venda e um aumento do tráfego de códigos maliciosos dentro de sites seguros criptografados (https). O estudo também concluiu que, ao longo do último ano, dobrou o número de ataques a

A Dell anunciou os resultados de seu Relatório Anual de Ameaças, que identificou o surgimento de novos malwares voltados aos equipamentos usados em pontos de venda e um aumento do tráfego de códigos maliciosos dentro de sites seguros criptografados (https).

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O estudo também concluiu que, ao longo do último ano, dobrou o número de ataques a sistemas SCADA (para supervisão e aquisição de dados). “Atualmente, praticamente toda empresa está ciente de que os riscos à segurança da informação existem e que eles podem trazer consequências catastróficos para as organizações”, afirmou em nota o gerente de produtos de segurança da companhia para região da América Latina, Vladimir Alem. “Os ataques têm crescido em volume e em sofisticação e vêm afetando companhias em todo o mundo, independentemente do seu porte ou segmento de atuação. O que mostra que, apesar de terem consciência dos perigos, as empresas ainda não têm tomado contra medidas adequadas para evitar a atuação de cibercriminosos”, acrescenta o executivo.

O estudo se baseou em pesquisas realizadas, ao longo de 2014, pelo ranking Dell GRID (Global Response Intelligence Defense) e nos dados de tráfego de rede dos equipamentos Dell SonicWALL. A partir das informações, colhidas em mais de 200 países – incluindo o Brasil -, a empresa mapeou os principais riscos à segurança da informação a que as empresas ficaram expostas no último ano, bem como quais as grandes tendências para 2015.

Ainda segundo a gigante, por muitos anos, as instituições financeiras e outras empresas que lidam com informações sensíveis optaram pelo protocolo web HTTPS, que criptografa as informações compartilhadas. Mais recentemente, sites como Google, Facebook e Twitter passaram a adotar essa prática, em resposta a uma demanda crescente pela privacidade e segurança do usuário. “Inclusive o Google em seu serviço de busca, vem ranqueando positivamente os sites, que usam este tipo de tecnologia”, complementa Vladimir Alem.

Embora essa mudança para um protocolo mais seguro para os sites seja uma tendência positiva, os cibercriminosos têm identificado maneiras de explorar falhas dentro do HTTPS com o objetivo de ocultar códigos maliciosos. Na prática, os criminosos virtuais usam a criptografia para trafegar os malwares e, assim, burlar os firewalls tradicionais. O relatório aponta que os ataques de malware que utilizam sites criptografados já começaram a visar ambientes com grande tráfego de usuários. Como exemplo, em dezembro de 2014, uma página da Forbes foi sequestrada por hackers chineses para distribuir malwares durante três dias.

“Gerenciar ameaças contra o tráfego da web criptografado é complicado. Assim como a criptografia pode proteger informações financeiras ou pessoais sensíveis na web, ela infelizmente também pode ser usada pelos cibercriminosos para proteger um malware”, alerta o Gerente de Produtos, que aconselha: “uma forma de reduzir esse tipo de risco é através de restrições em navegadores de web baseados em SSL, aplicando exceções para aplicações de negócios mais comuns, com o intuito de evitar a perda de produtividade da empresa”.
Dobram ataques a sistemas SCADA.

O relatório aponta para um aumento de 100% nos ataques voltados a sistemas SCADA (para supervisão e aquisição de dados), normalmente usados pela indústria para controlar equipamentos a distância e recolher dados sobre o desempenho dos mesmos. O principal ponto para esse tipo de ataque são as vulnerabilidades geradas por sobrecarga.

Na maior parte dos casos, os ataques tendem a ter uma natureza política, com o intuito de afetar a capacidade de operação de usinas de energia, fábricas e refinarias. Os especialistas em segurança da Dell que elaboraram o relatório apontam que esse tipo de ataque tende a crescer nos próximos anos. “Ainda não vemos regionalmente muitas notícias sobre esse tema, mas, as empresas precisam ficar atentas para esses dados – o número de ataques dobrou em apenas um ano”, finaliza o gerente de produtos de segurança da companhia para região da América Latina, Vladimir Alem.


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